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Eu? assediador?

Postado: 02 de Junho de 2017


Uma das formas de pressão dentro dos bancos é o assédio. Já é contumaz funcionários viverem em um clima de tensão constante, com o advento da automação - as máquinas substituem parte empregados, uma das formas perversas do capitalismo, pra diminuir postos de trabalho. A luta de classe faz parte do jogo no mundo do trabalho e temos de ser os agentes para que os trabalhadores não continuem adoecendo.

Vejamos exemplos simples: as metas dentro das agências bancárias não têm parâmetro algum. Particularmente como classista, sou contra metas pois, antes dessa política, que termina na grande maioria das vezes em assédio, sempre houve lucro alto para os bancos que só se locupletam.

Bancárias(os) ao longo dos anos sofrem muito e adoecem cada vez mais. O mais comum é que nas reuniões com as direções dos bancos o que mais se ouve: Eu? Assediador?  
Ora, claro. As direções das empresas diariamente ordenam que cada agência lucre mais e que cada gerente esteja à frente de qualquer maneira, sem pensar nos seres que não são máquinas e sofrem na pele o assédio.

Esse tema já vem sendo debatido há algum tempo. Porém, não conseguimos vencer essa etapa, os gestores se esquecem que não devem ser mais reais do que o rei e que, não devem, de maneira alguma, repassar o medo, opressão e exigências que vão além dos limites de cada funcionário. Um exemplo calro de capitalismo selvagem onde banqueiros visam só lucros e tentam passar a impressão de que se preocupam  com seus "colabores". 

Estamos diariamente nas agências fiscalizando. Além disso, denunciamos aos órgãos competentes tal brutalidade que, às vezes, é de uma forma sútil, mas, bastante prejudicial ao ser.

Eu, assediador? Sim. Assediadores que não pensam que hoje estão gestores e amanhã podem estar fora.

*Graça Gomes é diretora do Sindicato dos Bancários da Bahia

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