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E agora Moro?

Postado dia: 11/06/2019 - 00:00

Depois do fim da Ditadura Militar em 1985, o Brasil avança no processo democrático com a eleição de Lula em 2002 e o país é colocado num outro patamar de desenvolvimento, melhorando as condições de vida da população e sendo respeitado e reconhecido internacionalmente.  Retirou da linha de pobreza 36 milhões de pessoas e investiu na área social beneficiando aqueles mais necessitados.

A partir de 2005, com o chamado "mensalão", e sob o argumento de combate a corrupção, Lula foi alvo, dos setores conservadores e defensores das elites nacionais e internacionais.  O governo superou estes ataques e Lula foi reeleito em 2006, continuando com uma agenda progressista em defesa da democracia e do Brasil. Em 2010 Dilma foi eleita e reeleita em 2014, e desde o primeiro dia do segundo mandato foi sabotada pelos derrotados.

A elite não se conformou e continuou as investidas contra o governo e a partir da operação Lava Jato, encontrou a mecanismo para o golpe de 2016, retirando da presidência da República Dilma Rousseff e posteriormente prendendo Lula, sem ter cometido nenhum crime. O site The Intercept Brasil, https://theintercept.com/2019/06/09/editorial-chats-telegram-lava-jato-moro/ que recebeu centenas de mensagens incluindo fotos, vídeos e áudios, mostra toda trama para impedir a eleição de Haddad e consequentemente viabilizar a vitória de Bolsonaro. 

Quando o Ministro Lewandowski autorizou a entrevista de Lula antes das eleições, a equipe da Lava Jato entrou em ação para impedir, o cumprimento da sentença e uma das procuradoras, Laura Tessler falou “sei lá…mas uma coletiva antes do segundo turno pode eleger o Haddad”. O fato é que Lula foi impedido de conceder a entrevista.

Em 08 de julho de 2018, quando o desembargador federal Rogério Favreto, do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4), com sede em Porto Alegre, decidiu conceder liberdade ao ex-presidente Lula, o juiz Sergio Moro de férias, desrespeitando a Constituição, articulou um esquema para descumprir a sentença.

A denúncia é gravíssima e os responsáveis não podem ficar impunes. A greve do dia 14/06/19 deve servir também para denunciar essa trama contra a democracia.

* Álvaro Gomes é diretor do Sindicato dos Bancários da Bahia e presidente do IAPAZ