Diretores Responsáveis
Emanoel de Souza

Diretor de imprensa
Euclides Fagundes

Presidente

Edição Diária
N°2825
Quinta-feira
11/07/2002

Avenida Sete de Setembro, 1001 - Mêrces - Fone (71) 329-2333 - Fax (71) 329-2309


CAPA

Revisão do PCS na Caixa visa aumentar salários das chefias

A revisão no Plano de Cargos e Salários que a diretoria da Caixa pretende aprovar visa somente realinhar os salários de gerentes e administradores da Matriz. E isso acontece às vésperas de uma campanha salarial e no momento em que os demais empregados do banco completam 8 anos de congelamento salarial. Sem falar que o segmento gerencial vem tendo ganhos financeiros ao longo deste período. A política da Caixa é discriminatória, à medida que concede aumentos aos chefes não por justiça (se fosse por isso não haveria problema e sim, ao que tudo indica, para usar isso como trunfo na desmobilização da categoria.


EDITAL DE ASSEMBLÉIA GERAL EXTRAORDINÁRIA DOS FUNCIONÁRIOS DO BANCO DO BRASIL

O Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos Bancários da Bahia com CGC n. 15.245.095/0001-80, por seu presidente abaixo assinado, convoca, sócios e não sócios, empregados do BANCO DO BRASIL S/A na base territorial deste sindicato, para a assembléia geral extraordinária que se realizará dia 17.07.2002, às 19:00 horas, em primeira convocação, e às 19:30 horas, em segunda convocação, no auditório do Sindicato dos Bancários da Bahia, na Av. Sete de Setembro 1001, Mercês, para discussão e deliberação acerca da seguinte ordem do dia:

1. Discussão e deliberação sobre a minuta de reivindicações e proposta de participação nos lucros e resultados;

2. Ratificação ou retificação das minutas aprovadas para a categoria bancária, de aplicação ao Banco do Brasil S/A;

3. Autorização à diretoria para realizar negociações coletivas, celebrar acordo coletivo de trabalho e, frustradas as negociações, defender-se e instaurar dissídio coletivo de trabalho, bem como delegar poderes para os fins previstos neste edital;

4. Deliberação sobre desconto a ser feito nos salários dos empregados em razão da contratação a ser realizada;

5. Desautorizar a CONTEC a proceder negociação, firmar acordo coletivo de trabalho ou convenção coletiva de trabalho, bem como participar ou instaurar dissídio coletivo, com pretensão de aplicação na base territorial deste sindicato;

6. Autorizar a diretoria do sindicato a promover todas as ações com vistas à preservação de sua base territorial e do direito de negociação coletiva;

7. Outros assuntos de interesse dos empregados do Banco do Brasil.


Salvador , 10 de julho de 2002

Euclides Fagundes Neves
Presidente em exercício


ABAIXO-ASSINADO


Transparência nos custos dos planos de saúde

São Paulo - O Idec (Institudo de Defesa do Consumidor), com o apoio de várias entidades da sociedade civil organizada, lançou mês passado um abaixo-assinado solicitando a abertura das planilhas de custos das operadoras de planos de saúde. Segundo a entidade, o consumidor continua sem informação clara e adequada sobre os critérios adotados no cálculo do reajuste anual.

Durante anos os planos de saúde sempre justificaram os aumentos acima da inflação com o discurso de que seus custos haviam aumentado. O problema é que as entidades médicas vieram a público divulgar que os profissionais não tinham reajuste nos preços das consultas e outros procedimentos há muitos anos. Hospitais, clínicas e laboratórios também estão reclamando, o que terminou por desmascarar o argumento dos planos.

A própria Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), ao autorizar aumento de 9,39% para os planos em maio, exigiu que fosse concedido aos médicos um aumento de no mínimo 20% no valor do repasse.

O Idec quer que seja definida uma política de reajustes para o setor, com a criação de um índice específico que contemple todos os custos e, ainda, seja regionalizado. Esta política permitiria maior transparência na definição dos critérios de aumento. Hoje, os custos dos planos de saúde são uma verdadeira "caixa preta". Eles dizem que operam no vermelho, mas todos os dias novos planos começam a operar no mercado.

Quem quiser coletar assinaturas para o abaixo-assinado, devem fazê-lo até 20 de agosto. Após essa data o documento será entregue à ANS. Você pode imprimir o documento na página www.idec.org.br, coletar assinaturas entre seus familiares e amigos e enviar a listagem pelo correio para o seguinte endereço: rua Dr. Costa Junior, 194, Água Branca, São Paulo - SP, CEP 05002-000.


BANCOS, FHC E JOSÉ SERRA


"Me dizes com quem andas, que te direi quem tu és"

Salvador - Enquanto o presidenciável Luis Inácio LULA da Silva diz que indicará funcionários de carreira para dirigir o BB, o BNB e a Caixa, José Serra, o candidato de FHC, segue na aliança que garantiu a transferência de mais de R$ 200 bilhões da sociedade para os cofres dos banqueiros e especuladores.

Segundo o coordenadora financeiro da campanha de José Serra à Presidência, o publicitário Luiz Fernando Furquim, os bancos e a ex-estatais privatizadas devem ser os grandes doadores da campanha tucana. Suas declarações foram publicadas no jornal Folha de S.Paulo, no último domingo.

Furquim foi o um dos arrecadadores de fundos para as duas campanhas de FHC à Presidência. Ele foi também o arrecadador para a candidatura de Serra à Prefeitura de São Paulo, em 1996. E os principais financiadores do atual Presidente foram os bancos, exatamente os principais beneficiários da política de juros altos, liberação de tarifas bancárias, arrocho salarial, sem falar do Proer, que colocou R$ 30 bilhões de dinheiro públicos para tapar os buracos de banqueiros corruptos.

Na verdade, ao dizer que os bancos e a ex-estatais serão os principais doadores da campanha de Serra, Luiz Fernando Furquim dá elementos para que cresçam as suspeitas das relações "promiscuas" entre o Governo FHC e estes dois segmentos do empresariado.

Do alto do bom senso, não haja alguém que de boa fé enxergue explicação para os enormes benefícios que os bancos tiveram nesse período de 8 anos. Assim como, até hoje, o Presidente não explicou as gravações que mostraram atos suspeitos de seus assessores diretos durante a privatização das estatais de telecomunicações.

Contribuições de alguns bancos para eleger FHC

Instituição 1994 1998
Itaú R$ 1,68 milhão R$ 2,6 milhões
Bradesco R$ 1,8 milhão R$ 500 mil
Nacional R$ 529,9 mil
-
Unibanco R$ 501,3 mil R$ 370 mil
Itamarati R$ 345 mil
-
Boa Vista R$ 300 mil
-
Rural R$ 300 mil R$ 300 mil
ABN-Amro
-
R$ 300 mil
BBA R$ 293,4 mil R$ 500 mil
BCN R$ 292,3 mil
-
Bamerindus R$ 276 mil
-
Icatu R$ 268,8 mil R$ 512,2 mil
Real R$ 218,1 R$ 1,205 milhão
Economico R$ 149,5 mil
-
Sofisa
-
R$ 600 mil
Volkswagen
-
R$ 400 mil
BBM
-
R$ 250 mil
Sul América
-
R$ 200 mil

CAIXA


Revisão do PCS visa aumentar salários de gerentes e diretores

Salvador - Está sendo urdido nos bastidores, pela diretoria da Caixa, a revisão do Plano de Cargos e Salários, com vistas a garantir um realinhamento nos salários de gerentes e de outros administradores, com vigência a partir de julho deste ano. A Comissão de Empresa estará lançando o slogan: "Reajuste, nós também queremos".

Aumentar os salários dos postos de administração é mais uma faceta da política absurda do Governo FHC e da direção da Caixa, mostrando a discriminação e o desrespeito para com o conjunto dos funcionários, que estão há oito anos sem reajuste salarial. E isso em uma realidade em que o alto escalão já recebeu vantagens financeiras ao longo dos últimos anos.

Na verdade, não se trata de ser contra o reajuste para as funções gerenciais. O problema é qual objetivo está por traz desta iniciativa do Governo. E também porque isso acontece exatamente no momento em que se iniciará a campanha salarial. O que se observa deste comportamento da Caixa é uma tentativa de dividir a categoria e criar um muro entre os administradores e os demais bancários.

O pior de tudo é que este realinhamento salarial acontece no momento em que os gerentes nas unidades são "incentivados" a aplicar uma política de assédio moral sobre os funcionários e a famigerada RH 008.

ASSÉDIO MORAL

A Fenae está editando uma cartilha sobre o assédio moral. Esta nova modalidade de discriminação é identificada em comportamentos de administradores autoritários, que expõe os trabalhadores (as) a situação humilhantes e constrangedoras, repetitivas e prolongadas, durante o exercício profissional.

Este e outros temas estarão em discussão nas assembléias da Caixa que ocorrerão nos próximos dias em todos os estados. A orientação da Comissão de Empresa é realizar essas reuniões até a próxima quarta-feira, para aprovar a Minuta de Reivindicações que será apresentada à Fenaban, dia 18 de julho, dentro da nova estratégia de atrair o banco para a mesa única de negociação.


ITAÚ


Opiniões sobre plano médico e odontológico

Salvador - O Sindicato e a Federação BA/SE realizaram uma pesquisa sobre os plano de saúde/odontológico entre os funcionários do Itaú, para observar o nível de satisfação, já que muitas queixas chegavam à entidade. Os resultados foram surpreendentes.

A pesquisa nos forneceu subsídios para a reunião com a diretoria do banco no mês passado, que se prontificou a resolver os problemas existentes. O que mais nos deixou perplexos foi o fato de que em cada 4 funcionários 1 reconhece que o plano é ruim ou péssimo e o pior, que 60% quer mudar de plano. A principal reivindicação é a implantação por parte do banco do plano odontológico.

Vamos aguardar as providências que o Itaú prometeu tomar. Veja o resultado da pesquisa, que contou com 253 entrevistados, 48,19% do total de funcionários do banco no Estado.

PERGUNTAS

1) Como você classifica seu plano?

Ótimo – 6,7%

Bom - 35,17%

Regular- 33,99%

Ruim – 14,22%

Péssimo – 9,92%

2) Você teve problema com o atendimento?

Sim – 49,8%

Não - 50,2%

Problemas mais citados:

- Marcação de consultas;

- Demora para atendimento no Hospital Jorge Valente;

- Poucas clínicas para atendimento;

- Autorização para qualquer exame;

- Descredenciamento de médicos e clínicas sem aviso prévio;

- Alguns bons médicos não são credenciados;

- Problemass de pagamento /repasse da Unimed Metropolitana Salvador para o interior;

- Suspensão do atendimento de hospitais e clínicas;

- O conveniado é obrigado a fazer pagamento através de cheque caução para ter direito ao atendimento.

3) Você gostaria de trocar de plano?

Sim – 59,69%

Não – 40,31%

Planos mais citados:

Bradesco Saúde

Sul América

Cassi

4) Você tem assintência odontológica?

Sim – 7,12%

Não – 92,88%

5) Se a resposta anterior for não, você gostaria de ter esse benefício?

Sim – 98,20%

Não – 1,80%

PREVI/BB

Eleição começa na segunda-feira

São Paulo - Começa segunda-feira a eleição para a escolha dos novos diretores da Previ. Duas chapas estão concorrendo. A chapa 1 é composta por superintendentes e gerentes executivos da Direção Geral e tem o apoio do banco.

A Chapa 2, intitulada Movimento em Defesa da Previ, é formada por conselheiros eleitos pelo funcionalismo, afastados pela intervenção do governo e conta com o apoio de todos os segmentos do funcionalismo do BB, pela CNB/CUT e pelos sindicatos de todo o País (inclusive o Sindicato dos Bancários da Bahia), que se uniram para impedir a dilapidação do patrimônio da Previ, para lutar contra a intervenção e para garantir o Estatuto aprovado pelos funcionários e não o imposto pela intervenção.

Os funcionários do BB não podem vacilar neste momento. Votar na chapa do banco é dar a carta branca para o Governo FHC dilapidar o patrimônio dos associados. Votar na chapa 2 - Movimento em Defesa da Previ - é apostar na defesa do futuro e na certeza de que terão representantes sérios na gestão dos recursos da Caixa de Previdência.

Um dos compromissos assumidos pela chapa 2 é reconduzir os diretores destituídos dos cargos para os quais foram eleitos e afastados autoritariamente pelo Governo FHC. Na eleição que começa segunda-feira terão direito a voto 71.493 participantes ativos, 52.289 aposentados e 13.631 pensionistas, em um total de 137.413 votantes.

LANÇAMENTO

Livro homanageia o padre Renzo

Salvador - O Presidente licenciado do Sindicato, companheiro Álvaro Gomes, esteve presente anteontem à noite, no lançamento do livro "As Asas Invisíveis do padre Renzo", escrito pelo jornalista e vereador de Salvador, Emiliano José.

O Padre Renzo foi um dos religiosos que mais atuaram na Bahia no sentido de garantir a integridade física dos presos políticos durante a ditadura militar. Ele enfrentava os militares, servindo como um contato entre a sociedade e os perseguidos pelo regime de excessão. O deputado Haroldo Lima, que estava presente no lançamento, foi um dos militantes que contou com o apoio do padre, enquanto esteve encarcerado pelos militares.

Nas palavras do autor do livro, Renzo recebeu uma homenagem pelos enormes serviços prestados aos brasileiros e ao Brasil. Durante o lançamento, Álvaro Gomes manifestou ao homenageado o reconhecimento dos bancários pelo que ele fez. Gomes disse que "As Asas Invisíveis do padre Renzo" resgata parte importante da história brasileira.

 

anima-mail.gif (15011 bytes)
imprensa@bancariosbahia.org.br