Entrevistas


Reeleito, Adilson reconhece trajetória

*Por Rafael Barreto

O presidente reeleito da CTB (Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil) e diretor do Sindicato dos Bancários da Bahia, Adílson Araújo, reconheceu o papel preponderante do SBBA tanto no seu desenvolvimento enquanto liderança sindical quanto na evolução geral do movimento sindical brasileiro. Em entrevista a O Bancário, o dirigente elencou os novos desafios da Central, que representa mais de oito milhões de trabalhadores. “É preciso priorizar a formação da consciência classista”. 

O Bancário: Você relembrou a sua história ao ter realizado o 4º Congresso Nacional da CTB aqui na Bahia?

Adilson Araújo: Eu sou daqui, sou diretor do Sindicato dos Bancários da Bahia e a condição de estar hoje dirigindo a CTB deve-se a história do Sindicato dos Bancários da Bahia, ao sindicalismo baiano, que soube conceber a importância de oportunizar aos sindicalistas da Bahia esse intento de administrar, gerir e conduzir o trabalho sindical no Brasil. Esse intento foi primordial para vencer etapas. Eu fui, representando o Sindicato dos Bancários da Bahia, coordenador da Corrente Sindical Classista e fui parte do Movimento Democrático pela Construção de uma central classista e democrática de luta, que culminou no nascimento da CTB em um encontro realizado na quadra dos bancários. O que prova essa singular solidariedade do Sindicato ao movimento social.

O Bancário: O Sindicato se solidificou então como uma referência para o movimento social brasileiro?

AA: O Sindicato dos Bancários é uma trincheira importante das lutas do sindicalismo brasileiro. Nós aqui construímos uma história rica e digna do reconhecimento da sociedade baiana e brasileira que contou com a atuação do SBBA ao construir, em mais de oito décadas, um celeiro importante de lideranças. Saíram do Sindicato dos Bancários líderes como Álvaro Gomes e Everaldo Augusto. E a Bahia que reúne o maior contingente de sindicatos filiados à CTB, me possibilitou estar na presidência pelas experiências que tivemos no passado. Porque hoje o Sindicato dos Bancários é uma referência do ponto de vista de ação política, de comunicação, do apoio às lutas. O Sindicato sempre se posicionou como uma central sindical. E hoje nós valorizamos muito isso. E tudo aquilo que nós vivemos, serve de referência para que já há quatro anos, nós pudéssemos fazer da CTB uma das maiores centrais sindicais do Brasil, empoderando a nossa central inclusive no cenário internacional.

O Bancário: Quais são os próximos desafios a partir de agora?

AA: Acho que nós fechamos esse ciclo. Agora, essa nova trajetória deve priorizar o processo de formação de consciência da classe trabalhadora. Então, a Escola Nacional de Formação da CTB vai ser potencializada. Nós vamos possibilitar cursos à distância e cursos de formação sindical para municiar a classe trabalhista no enfrentamento contra a reforma trabalhista, contra o desmonte do Estado Nacional e contra a reforma da Previdência. E outra coisa é criar uma rede nacional de comunicação. O movimento sindical tem muita potencialidade, embora o olhar corporativo acabe não contribuindo. Porque se cada um cuida do seu, a gente não consegue se contrapor à ofensiva do grande capital. Então, nós precisamos romper barreiras. Como é que nós podemos fazer isso? O Sindicato dos Bancários construiu um empreendimento na área de comunicação muito importante. Serve muito bem ao Sindicato e amplia também de vez em quando. Mas é necessário que aquilo que nós temos no Sindicato dos Bancários esteja no Brasil, a serviço da classe trabalhadora. Então, a gente quer otimizar essas possibilidades para construirmos essa rede nacional de comunicação do sindicalismo classista da CTB.

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