Reforma trabalhista avança no Senado

Postado: 13 de Junho de 2017 - 14h46

Fabiana Pacheco acorda todos os dias às 4h30. Prepara o almoço, arruma a casa e às 9h chega ao trabalho. Às 18h, quando sai, além do trânsito pesado e de mais de uma hora de engarrafamento, vai ao mercado e resolve tudo o que ficou pendente. Vai deitar às 23h. A rotina é difícil, mas pode ficar mais se a reforma trabalhista for aprovada. Desejo de Michel Temer, comprovadamente corrupto, e do Congresso Nacional que mesmo sob forte suspeita faz a proposta avançar sem muito alarde.

Uma prova clara foi dada nesta terça-feira (13/06). A Comissão de Assuntos Sociais do Senado deu sinal verde com a leitura do parecer do relator Ricardo Ferraço (PSDB-ES), totalmente favorável às mudanças na CLT (Consolidação das Leis do Trabalho). Desta forma, a reforma avança mais uma casa e como Fabiana, milhões de brasileiros veem cada vez mais de perto a rotina ser mudada. 

A jornada ficará muito mais alucinante com 12 horas de trabalho. Dividir as tarefas de casa com as da profissão não será fácil. O mais agravante é que o aumento das horas trabalhadas não vai gerar salário maior. Pelo contrário. 

Com as categorias enfraquecidas e o poder de negociação reduzido, o trabalhador vai se ver obrigado a ceder. E não é só a remuneração. Terá de abrir mão de muitos direitos. Mais de 100 artigos da CLT serão destruídos de acordo com a proposta de Temer que aproveita para formar um exército de desempregados no país, pronto para aceitar o que for oferecido. É a lei do neoliberalismo. Nela, o trabalhador não tem voz, nem direito, nem nada. 

 

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