Defesa dos públicos é destaque em encontro

Postado: 17 de Junho de 2017 - 20h46

Um dia de muitos debates e definições. Assim foi o Encontro dos Bancos Públicos, realizado neste sábado (17/06), no Sindicato da Bahia. As reformas neoliberais e os impactos nas estatais foram o destaque do evento, que reuniu bancários de todo o Estado.

Na mesa de abertura, o presidente do Sindicato da Bahia, Augusto Vasconcelos, o presidente da Federação Bahia e Sergipe, Emanoel Souza, os diretores do SBBA, Fábio Ledo (do BB) e Jeane Marques dos Santos (do BNB), a Larissa Souto, do Sindicato de Vitória da Conquista. Todos chamaram atenção para a necessidade de defesa dos bancos da rede oficial, sob forte ataque do governo Temer.

A redução do quadro de pessoal nas empresas também foi lembrada. O cenário é grave. Embora elevem os lucros a cada balanço divulgado, os bancos reduziram mais de 10 mil postos de trabalho nos últimos 12 anos. Nas empresas públicas, a situação não é diferente. Por meio dos planos de aposentadoria incentivada, o número de empregados tem reduzido drasticamente.

Outro assunto levantado foi a demissão em massa na Desenbahia. Quase 60 funcionários foram desligados arbitrariamente pela direção da Agência de Fomento. O Sindicato e a Federação estão agora cobrando um posicionamento do governador Rui Costa.

A palestrante convidada, a economista Ana Georgina, do Dieese, ressaltou a necessidade em reforçar a importância das instituições federais para o crescimento do país. Diferentemente do que acontece na mídia comercial, que desqualifica e enfraquece as empresas públicas. Um bom exemplo é o BNDES.

Sobre o cenário econômico, as expectativas não são boas, ao contrário do que ouve nos meios de comunicação. “Se no primeiro trimestre o PIB cresceu 1%, no segundo, a tendência é de queda”. Ana Georgina falou ainda sobre a reforma trabalhista e os impactos para todos os trabalhadores, inclusive bancários e a terceirização. As duas medidas são extremamente prejudiciais ao conjunto da sociedade. O trabalhador perde poder de negociação. O salário tende a cair. As férias estão comprometidas. A jornada de trabalho deve crescer, sem o pagamento de hora extra e até o emprego estável é comprometido.

Greve geral

A greve geral do dia 30 de junho foi lembrada. Emanoel Souza ressaltou que há a necessidade de se construir uma paralisação forte, com a ampla participação dos trabalhadores. Fundamental também participar das ações que antecedem a greve, como a passeata do dia 20. Em Salvador, a mobilização acontece a partir das 15h, com saída do Campo Grande.

O encontro contou com a presença de 108 bancários, sendo 63  da Caixa, 37 do Banco do Brasil e 8 do BNB. Contando com a unanimidade dos votos, foram aprovadas duas moções. Uma de repúdio a Otto Alencar Filho pela ação truculenta na Desenbahia e a exigência de que o governador Rui Costa reverta a situação da prática antissindical e abra negociação sobre as demissões. A outra moção é direcionada ao senador licenciado, Walter Pinheiro, no sentido de que retorne ao Senado para votar contra a reforma trabalhista.

O empregado da Caixa, Cezenido Nascimento, saiu satisfeito. Ele destaca que o evento é um elo para mobilizar os bancários e trazer informações necessárias a serem repassadas na base.

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