Quadro de pessoal das estatais despenca 

Postado: 04 de Dezembro de 2017 - 16h01

Prova do desmonte acelerado das estatais provocado pelo governo Temer é a queda brusca no número de funcionários das empresas estatais, que encerraram o terceiro trimestre de 2017 com o menor quadro de pessoal desde 2010 - 506.852 empregados. Há sete anos, eram 497.036 servidores.

Nos três primeiros trimestres deste ano, a queda foi de 26.336 empregados. O corte mais acentuado foi registrado na Caixa, com menos 7.199 bancários. Depois, surgem os Correios (-7.129), Petrobras (-4.019) e Banco do Brasil (-2.676).

Segundo o Ministério do Planejamento, Desenvolvimento e Gestão, as reduções foram motivadas dos PDVs (Planos de Desligamento Voluntário). O secretário de Coordenação e Governança das Empresas Estatais, Fernando Antônio Ribeiro Soares, deixou claro qual é a intenção do governo. “Meu objetivo é reduzir os custos, aumentar a produtividade, aproximar-se cada vez mais de indicadores de mercado”. Em outras palavras, desmontar as instituições e reduzir o papel social a nada. 

Hoje, existem 149 estatais no Brasil, rentáveis, portanto, sem razão para serem privatizadas. No acumulado para o ano, o lucro dos conglomerados estatais federais somou cerca de R$ 23,2 bilhões, alta de 167% na comparação com igual período de 2016. 

BB, BNDES, Caixa, Eletrobras e Petrobras são responsáveis por mais de 95% dos ativos totais e do patrimônio líquidos das estatais federais.

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