Assassinos de Colombiano ainda impunes

Postado: 05 de Dezembro de 2017 - 19h29

Em decisão do Tribunal de Justiça, no final da tarde desta terça-feira (05/12), os mandantes e executores dos assassinatos de Paulo Colombiano e Catarina Galindo, ocorrido em 2010, foram beneficiados. A tática da defesa dos criminosos sempre foi protelar o processo, o que tem prevalecido. 


Os desembargadores decidiram devolver o processo para o juízo de primeira instância, sob a alegação de que o juiz de primeiro grau teria cometido excessos de argumentação na elaboração da sentença.


Ao invés de o processo avançar, já que os assassinos poderiam ir a júri popular, o caso recomeça de um estágio que já estava concluído. Agora, um novo juiz terá de fazer uma nova análise e refazer a sentença. 


Familiares e amigos do casal criticam a morosidade do julgamento. O Judiciário entra em recesso nos meses de dezembro e janeiro, ou seja, muito mais angústia para a família. Enquanto isso, os culpados seguem impunes.  


“Estamos tristes, indignados, mas não ficaremos desanimados. Vamos intensificar publicamente a denúncia dos marginais que tiraram a vida de nossos entes queridos e continuar cobrando celeridade da Justiça, em que pese até o momento a morosidade dela ter sido linha auxiliar dos assassinos”, desabafou o diretor do Sindicato dos Bancários da Bahia, Geraldo Galindo, irmão de Catarina Galindo


O ex-diretor do Sindicato e atual dirigente da AFBNB (Associação dos Funcionários do BNB), Antonio Galindo, agradece o apoio a todos que se mobilizaram por Justiça. “O sentimento é de descrença e indignação ao resultado. Sabemos da força do poder econômico nestas circunstâncias. Mas, não faltará força para a continuidade da luta. Estamos unidos para as próximas etapas. Não iremos desistir jamais. Mostramos isso nesta terça-feira (05/12). Estivemos por mais de 8 horas em vigília, acompanhando o julgamento”.  

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