Sindicato vai ao BB cobrar por melhorias

Postado: 06 de Dezembro de 2017 - 16h13

Para cobrar solução referente às demandas das agências do Banco do Brasil, como a redução no quadro de funcionários e péssimas condições de trabalho, o Sindicato dos Bancários da Bahia se reuniu com representantes da empresa. Durante reunião, nesta quarta-feira (06/12), diretores do SBBA cobraram uma atitude imediata sobre a situação no BB Liberdade. 

A agência funciona com apenas 13 funcionários, que trabalham sobrecarregados. Para piorar o caos, o número de clientes que passam pela unidade aumentou consideravelmente, por conta do fechamento das agências do IAPI e Barros Reis, reflexo do desmonte dos bancos públicos orquestrado por Temer. 

Os reflexos, os bancários sentem na saúde. É constante um trabalhador adoecer e ter de se afastar das atividades. Isso sem falar nas reclamações dos clientes. A Superintendência se comprometeu em realocar novos funcionários que ficarão até que seja revista a dotação da agência.

As obras no BB da cidade de Lapão também foram debatidas. Os diretores Fábio Ledo e Jussara Barbosa questionaram a reforma em pleno expediente bancário. O gerente da Superintendência do BB, Romeu Schiavon, garantiu que a intervenção seria feita à noite, portanto, fora do horário de trabalho, ou nos fins de semana. 

Superlotação também no interior
Os problemas nas agências do Banco do Brasil vão muito além de Salvador. No interior, funcionários trabalham no limite da sobrecarga, aumentando ainda mais o estresse. A direção da empresa aproveita os ataques para não mais abrir as unidades ou o serviço é apenas parcial. São muitos os exemplos, como Carinhanha, Iuiu, Candiba e Urandi. Sem outra opção, os moradores têm de se deslocar para outras cidades, no caso, Guanambi, que vive superlotada.   

O BB avisou que está direcionando os bancários das agências atacadas para a unidade de Guanambi para dar conta do grande fluxo. Sobre a agência de Pindobaçu, explodida em novembro, informou que a autorização para realizar as obras já saiu e, assim que for feita, o atendimento com dinheiro no caixa será retomado. 

Calor insuportável nas agências
O desmonte do Banco do Brasil é muito nítido. Além do fechamento das agências e da redução do quadro de funcionários, muitas unidades funcionam precariamente, sem nem ao menos um sistema de refrigeração. O calor se agrava nesta época do ano. É o caso da agência do Centro Administrativo, sem ar condicionado há meses. Um descaso com empregados e clientes.

Os diretores do Sindicato dos Bancários da Bahia, Fábio Ledo e Jussara Barbosa, cobraram solução para o problema. É inadmissível que a empresa trate com tanto descaso a saúde dos funcionários. 

O gerente da Superintendência do BB, Romeu Schiavon, informou que não pode realizar obras estruturantes no local porque a renovação do contrato de empréstimo com o governo do Estado está atrasada. Como paliativo, serão colocados ventiladores e ar condicionado modelo Split até o próximo dia 13. 

O sistema de refrigeração da agência Estilo, na Barra, também está quebrado. No entanto, o banco alegou desconhecer o problema. Mas garantiu agilizar a solução para o problema. O Sindicato está de olho. 

Sindicato questiona descomissionamento 
O Sindicato dos Bancários da Bahia questionou o gerente da Superintendência do BB, Romeu Schiavon, sobre o descomissionamento do gerente geral de Unas, que a exemplo do que ocorreu com gestores do Espírito Santo, Rio de Janeiro e Paraná, perderam as funções sem nenhuma justificativa.

Em comum aos casos, o fato dos gestores terem ajuizado ação de estabilidade econômica em razão de serem comissionados por mais de 10 anos (Súmula 372 TST). O BB informou que na Bahia só teve este caso, e que o motivo foi a aplicação do artigo 468 da CLT.

Segundo o diretor Jurídico do SBBA, Fábio Ledo, a afirmação confirma a tese de que os funcionários foram descomissionados por retaliação a ação, pois "o artigo alterado recentemente com a reforma trabalhista trata justamente da questão ao prevê que a remuneração não seja mantida em razão do exercício função, ao contrário do quanto previsto da súmula 372, que determinava a manutenção da remuneração em caso de perda da função para quem exercia por mias de 10 anos".

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