Agências são só estresse e bancário sofre

Postado: 12 de Janeiro de 2018 - 16h17

A rotina de trabalho estressante, a cobrança de metas absurdas e o assédio moral fazem da categoria bancária uma das que mais sofrem com problemas de saúde. Os dados do INSS comprovam. O número de afastamentos saltou de 100, em 2010, para 900, em 2015.


Diante do cenário alarmante, o MPT (Ministério Público do Trabalho), em parceria com o Sindicato dos Bancários da Bahia e outras entidades, fez um diagnóstico detalhado sobre o setor bancário no Estado. Os resultados práticos já começam a aparecer. Auditores fiscais entregaram ao procurador chefe do MPT, Luís Carneiros, o relatório de fiscalização em bancos. Com o documento, o MPT irá instruir inquéritos para apurar as condições de saúde no setor financeiro.


A ação dos fiscais identificou uma série problemas organizacionais na forma de trabalho. As principais irregularidades foram identificadas no Banco do Brasil, Bradesco, Caixa e Itaú. O grande número de afastamentos por doenças ocupacionais é o principal alvo da atuação.


O alto índice de adoecimento no setor bancário já havia sido demonstrado no estudo coordenado pelo MPT, divulgado em novembro. Agora são apresentados elementos que viabilizam transformar os dados em investigações, podendo gerar um TAC ou ações civis públicas para regularizar o ambiente de trabalho.

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