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Eleições 2018: Só a luta é capaz de sarar a dor

Postado dia: 29/10/2018 - 12:45

A eleição do candidato da extrema direita, Jair Bolsonaro (PSL), em um processo eleitoral altamente radicalizado, com muita violência e marcado por fake news, põe em dúvida os destinos do Brasil. Pelo menos no que se refere ao futuro da democracia e os interesses do povo, mais precisamente dos trabalhadores, daqueles que vendem a mão de obra, que vivem de salário. 

Se com o impopular Temer já estava difícil, com Bolsonaro será bem pior, pois ele terá a legitimidade das urnas para impor à nação medidas e projetos que só favorecem mesmo o grande capital. Afinal, o presidente eleito, justiça seja feita, nunca escondeu que faria, e sem dúvida fará, um governo para os ricos, com pouquíssima ou nenhuma tolerância aos movimentos sociais e a organização popular.

Bolsonaro significa a continuidade da agenda neoliberal com um viéis ainda mais autoritário. Ele foi eleito pelas elites para agilizar as privatizações do pré-sal, da Previdência, dos bancos oficiais, do setor elétrico, das universidades federais e muitas outras, para reduzir, o máximo possível, as políticas públicas, extinguir os direitos trabalhistas que sobreviveram à reforma e submeter o país aos ditames dos interesses norte-americanos.

Quer dizer, arrocho econômico no povo, restrições das liberdades políticas, desrespeito às garantias individuais, aos direitos humanos e civis, além de muito obscurantismo na cultura, imposta por uma concepção de mundo puritana. Falso moralismo. 

Neste cenário de trevas e de autoritarismo, mais do que nunca na história brasileira a Resistência Democrática passa a jogar papel vital no enfrentamento ao neofascismo, na defesa das liberdades e dos direitos do povo brasileiro. Só a luta para curar a dor de tamanho retrocesso.