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Covid-19 e a segunda onda 

Postado dia: 06/10/2020 - 00:00

Na Europa, os casos de infecção pelo coronavírus têm aumentado, o que tem chamado a atenção para uma possível segunda onda da pandemia. Aqui no Brasil também comenta-se dessa possibilidade. Acontece que nós ainda não saímos da primeira onda. O número de infectados e de mortes continua alto. As atividades estão voltando à “normalidade”, mas os riscos ainda são muito elevados.


Considerando os últimos cinco meses, de 05 de maio quando o número de óbitos acumulado no Brasil era de 7921 a 05 de outubro, cujo número de perdas de vidas chegou a 146.773, a média durante esse período foi de 925 mortes diárias. Mesmo a média móvel dos últimos 7 dias continua alta, 659 óbitos.


A quarentena se prolongou principalmente pela falta de uma orientação com base na ciência de forma unificada. O governo federal orientava e estimulava aglomerações, outros segmentos da sociedade buscavam o isolamento e as medidas preventivas. O desgaste frente a essa situação e a falta de condições de sobrevivência digna da população carente fez com que as atividades voltassem a “normalidade”.


O Imperial College London, em março/20, fez uma previsão epidemiológica da situação do Brasil, com base nas informações de vários países no mundo e nos dados do Brasil.  O número de mortes previsto variava de 44 mil a 1.088 milhão, a depender do cenário. Seguindo rigorosamente as orientações da ciência, o número seria mínimo. Não seguindo, poderia ultrapassar um milhão de perdas humanas.


O Brasil continua com um número muito elevado de infectados, 4.940.499 e as perdas humanas que poderiam ser evitadas chegam a 146.773, dados coletados na página https://www.worldometers.info/coronavirus/, dia 05/10/20. O momento é de seguir rigorosamente as medidas preventivas para evitar o agravamento dessa situação tão grave  que o país vive atualmente.

 

A pandemia não acabou. As medidas preventivas se tornam cada vez mais importantes (o uso correto de máscara, álcool em gel, água e sabão, o cumprimento dos protocolos das autoridades sanitárias). Dessa forma, conseguiremos mitigar os efeitos drásticos dessa tragédia.


*Álvaro Gomes é diretor do Sindicato dos Bancários da Bahia e presidente do IAPAZ