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O Primeiro turno das eleições e suas lições 

Postado dia: 17/11/2020 - 00:00

É o retrato de uma realidade brasileira da qual não poderemos fugir. Precisamos interpretar esta situação fazendo conexões com outras informações mais complexas como: dados etários; de gênero; étnico; classe social; região; religião; renda, etc... O desafio está posto! Vamos aguardar o resultado do segundo turno. O trabalho será árduo.


A esquerda diminuiu, o centrão e a direita cresceram. O fato positivo é que houve um freio no crescimento da extrema direita.


A quem defenda soluções salomônicas como: comunistas stalinistas, trotskistas, gramscistas, socialistas, progressistas, passarem a frequentar a igreja. Passarem a influenciar o público evangélico para tentar elevar sua consciência política.


Quando na realidade precisamos é sedimentar nossas raízes com a classe trabalhadora, os movimentos sociais diversos, a intelectualidade progressista, frações da burguesia nacionalista, e àqueles e aquelas que defendam um Projeto Nacional de Desenvolvimento que possa tirar o Brasil deste atoleiro. É complexo demais.


Nesta perspectiva, a formação de uma Frente Ampla para 2022, sendo pragmático não se trata mesmo de um projeto revolucionário, se trata de não deixar a política nacional resvalar de vez para o fascismo, se trata de criar condições para a luta. A esquerda, no seu conjunto, precisa ter uma tática afinada para não cair no isolamento. Quem comporá-la. São outros quinhentos.


É um paradoxo de difícil construção, dada a complexidade de composição dela esquerda.


*Agnaldo Matos Batista é diretor do Sindicato dos Bancários da Bahia