Artigo

Democracia ou fascismo

Postado dia: 14/07/2021 - 00:00

O presidente Bolsonaro desde a época que foi expulso do exército  em 1988 período em que iniciou sua atividade parlamentar,  tem se caracterizado pelo seu comportamento racista, homofóbico, misógino, defensor da ditadura militar, suas frases são assustadoras.  Portanto toda sua trajetória tem sido da defesa do autoritarismo, de forma que hoje estamos diante do dilema: democracia ou fascismo.


Na porta do seu gabinete em 2009 estava escrita a seguinte frase  "Desaparecidos da Guerrilha do Araguaia: quem procura osso é cachorro." Ele se referia  as pessoas que continuavam buscando os restos mortais de seus entes queridos, brutalmente  torturado e assassinados pela ditadura militar, (1964-1985), onde não tiveram sequer o direito de enterrar seus mortos.


O jornalista Bob Fernandes em 2013 já alertava para o perigo que o Brasil atravessava  com um parlamentar como Bolsonaro, e que seu comportamento era a “semente do fascismo”, argumentava ele  e  “ninguém se iluda com esse deputado, ele pode soar folclórico, um animador de auditório engraçadinho às vezes, mas é um homem perigoso para a democracia”.


E sem dúvida, o seu governo embora tenha tido um grande desgaste, em função da destruição do país, de vidas humanas, onde com a pandemia já são mais de 500 mil mortes que poderiam ser evitadas com medidas preventivas e vacina, ele mantem ainda um segmento fiel aos seus atos. Desenvolvem uma politica para fortalecer e armar as milícias e busca cooptar parcela considerável do exército.


A eleição de Bolsonaro parecia impossível, infelizmente a direita, diante da disputa entre a democracia e o autoritarismo tomou posição clara contra os setores democráticos, inclusive apoiando o golpe que retirou Dilma da presidência e através da Lava Jato prendeu Lula sem provas,  porque era o candidato favorito na eleição de 2018.


Hoje a situação é muito grave, o desemprego, a fome, a destruição do meio ambiente, a corrupção desenfreada envolvendo o palácio do planalto e a família Bolsonaro e ameaça de recrudescimento do autoritarismo.  Diante desta situação resta a mobilização de massas e a incerteza quanto a posição dos setores dominantes,  eles estarão ao lado da democracia ou do fascismo? Não subestimemos. O caminho é a luta.


*Álvaro Gomes é diretor do Sindicato dos Bancários da Bahia e presidente do IAPAZ