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Dignidade menstrual é um direito

Postado dia: 15/10/2021 - 00:00

Num cenário já bem ruim, orquestrado pelo desgoverno do Brasil, Bolsonaro mais uma vez faz valer as próprias palavras quando diz que “nada é tão ruim que não possa piorar”. A mais recente exibição de seu descaso com a população, principalmente com as mulheres, misógino que é, foi o veto à distribuição gratuita de absorventes como política pública para mulheres em situação de vulnerabilidade e estudantes de escolas públicas.


Depois de repercussão negativa do veto, o governo federal divulgou nota (dia 8.10) afirmando que vai ainda tentar viabilizar a medida. O presidente foi desmascarado por várias parlamentares ao tentar justificar falta de fonte de recursos para aprovação do trecho que estabelecia a distribuição gratuita de absorvente feminino, no Programa de Proteção e Promoção da Saúde Menstrual.


O veto atinge uma questão preciosa para as mulheres: o direito à higiene pessoal e, consequentemente, maior qualidade vida. Negar essa proposta pode ter repercussões ainda prejudiciais ao próprio SUS, porque impacta no risco de doenças decorrentes de hábitos de higiene.


Em Salvador, o vereador Augusto Vasconcelos tem o projeto de dignidade menstrual, voltado principalmente as adolescentes de baixa renda, que precisam urgente deste item tão importante para seu ir e vir ,incluídas dentro do contexto da dignidade humana.


Quando vemos um genocida minimizando políticas sociais e desrespeitando as mulheres, fica cada vez mais claro que “já deu”! É preciso estar nas ruas exigindo sua saída e o fim desse governo de rapina, que está levando o país ao fundo do poço em todas as áreas, principalmente na economia. De janeiro a setembro, o INPC-IBGE atingiu 7,5%, índice altíssimo. O povo está comprando osso para comer porque a carne está fora do orçamento das famílias.
 

*Graça Gomes é diretora do SBBA, do Iapaz e da Associação Cultural José Marti (ACJM), e coordenadora Regional do Dieese