Saúde Caixa: luta por um plano sustentável
O atual limite inviabiliza a regra 70/30, pela qual a Caixa assume 70% das despesas e os empregados, 30%. Na prática, a manutenção do teto transfere custos para os trabalhadores, que hoje já arcam com cerca de 45% das despesas do Saúde Caixa.
Por Redação
Como quase tudo na vida, a luta pela garantia do plano de saúde sustentável, de qualidade e acessível a todos os empregados da Caixa precisa ser coletiva. Sem unidade, a direção do banco pode fazer o que bem entender, como vem demonstrando nas negociações.
As entidades representativas pressionam, mas o engajamento precisa ser de todos. Inclusive, nesta terça-feira (09/06), houve mais um Dia Nacional de Luta em Defesa do Saúde Caixa. A principal reivindicação é o fim do teto que limita a 6,5% da folha de pagamento a custeio do banco com o convênio médico.
Em Salvador, a ação principal aconteceu na agência da Caixa de Armação. Além do Sindicato, participaram representantes da Federação da Bahia e Sergipe, da AGECEF Bahia, APCEF e AEA (entidades de empregados e aposentados da Caixa).
O atual limite inviabiliza a regra 70/30, pela qual a Caixa assume 70% das despesas e os empregados, 30%. Na prática, a manutenção do teto transfere custos para os trabalhadores, que hoje já arcam com cerca de 45% das despesas do Saúde Caixa.
A situação financeira do plano é outro motivo de preocupação. As projeções apontam para um déficit que pode ser superior a R$ 1 bilhão nos próximos anos, caso não haja mudança no modelo atual de financiamento. Por falar em assistência médica, a saúde mental também está no radar. Os empregados da Caixa estão entre os que mais se afastam por doença de cunho psicológico. O assunto merece atenção.


