COLUNA SAQUE

Postado: 09/09/2020 - 10:58

SUPREMO
Nesta quinta-feira, o ministro Dias Toffoli passa a presidência do STF para Luiz Fux. A mudança ocorre em momento delicado da vida nacional. A extrema direita, comandada por Bolsonaro, usa todo o poder que tem para manipular as instituições. Quer normatizar caminhos para o controle total do Estado. Resumindo: excepcionalidades, restrição das liberdades e corte de direitos.
 
RESERVA
O Supremo Tribunal Federal que o ministro Luiz Fux assume nesta quinta-feira tem sido o principal caminho da resistência democrática não só para reconquistar, mas garantir o mínimo que ainda resta do Estado de direito, deformado após o golpe jurídico-parlamentar-midiático de 2016. Com a oposição fragilizada, devido adesismos e divisões, só resta o STF.
 
DESORDEM
Após seis anos de investigação sem encontrar nem sequer uma prova para amparar a condenação de Lula, agora a Lava Jato parte para cima de Cristiano Zanin, advogado de defesa do ex-presidente, cujo escritório sofreu busca e apreensão da PF. Brasil, país onde governador é afastado por decisão monocrática e ministro do STF quer o fim do in dubio pro reo.
 
INTERLIGAÇÃO
Em um país onde o presidente da Suprema Corte, Dias Toffoli, considera democrático o governo Bolsonaro, tido internacionalmente como neofascista, não há como considerar censura a Justiça proibir a Globo de noticiar o esquema de rachadinha de Flávio Bolsonaro e mandar apagar reportagens do GGN sobre a escandalosa negociata entre o BTG e o BB.
 
DESASTRE
Bolsonaro quer acabar com as relações salariais, como diz Luiz Gonzaga Belluzzo. “É muito grave, pois vamos retornar ao regime de contrato de trabalho anterior à revolução industrial, o putting-out, em que se pagava por hora ou por peça”. A opinião é de um economista heterodoxo, professor titular do Instituto de Economia da Unicamp.