COLUNA SAQUE

Postado: 15/10/2020 - 11:11

COMO LUVA
A onda negacionista da extrema direita, o falso moralismo dos evangélicos, o patriotismo reverso dos tais “homens de bem”, o nacionalismo entreguista e o Estado policialesco caem como luva à nova forma de reprodução do capital. O ultraliberalismo neofascista impõe visão única da história para tentar justificar cortes de direitos e restrições das liberdades.


FAZ PARTE
A volta da pressão da extrema direita por prisão em 2ª instância, assim como o excludente de ilicitude, que tem reaparecido aos poucos na agenda política, se explica pela necessidade de sustentação do ultraliberalismo neofascista. Como corta direitos e políticas públicas, espalhando a miséria, precisa do Estado policial para reprimir violentamente os “indesejáveis”.


GARANTE NADA
Os defensores da sociedade punitivista, os lavajatistas e a Globo morista usam a soltura de André do Rap para pressionar o Congresso e o Judiciário por prisão em 2ª instância, o que é inconstitucional, não garante justiça nem muito menos segurança pública. O caso do traficante é um exemplo. O fato de ter sido preso sem trânsito em julgado não o manteve na cadeia.


SÓ ELUCUBRAÇÃO
Para atiçar a imaginação. O caso do senador Chico Rodrigues (DEM-RR), vice-líder governista, preso com dinheiro nas nádegas, acontece logo após Bolsonaro afirmar que tinha acabado com a Lava Jato por não haver corrupção no governo. Parece até retaliação da ala lavajatista da PF.


NA RAIZ
A atitude do juiz Carlos Bruno de Oliveira, que cassou o título Honoris Causa dado pela Universidade Estadual de Alagoas a Lula e depois voltou atrás, alcança a raiz do ódio de classe que as elites nutrem não apenas do ex-presidente, mas de tudo que tenha ligação com o popular, com o povo. Efeitos nocivos da combinação colonialismo, escravidão e monocultura.