COLUNA SAQUE

Postado: 06/10/2021 - 11:41

PLEBISCITÁRIA

Tem jeito não. A eleição presidencial do próximo ano terá mesmo caráter plebiscitário entre o direito e a tirania, a justiça e o arbítrio, a liberdade e a opressão. Entre a democracia social, comprometida com a superação da pobreza, e o ultraliberalismo neofascista, que espalha a exclusão e a fome. Entre a civilidade defendida por Lula e a cloroquina de Bolsonaro. Voto livre.

 

IMPLACÁVEL
Se for executada, a decisão do PSD de lançar candidato próprio à presidência da República, como já comunicado a Lula por Kassab, tira mais votos de Bolsonaro. Resta saber qual será a posição do partido no segundo turno, que dificilmente deixará de ser entre o petista e o presidente capitão. Vai estar ao lado da democracia social ou do neofascismo negacionista? A História não perdoa.

 

PATRIOTAS
Manter conta secreta em paraíso fiscal pode não ser crime para quem não exerce cargo público, mas não deixa de ser atitude suspeita de quem quer esconder algo, fugir das regras. No caso do ministro da Economia, Paulo Guedes, e do presidente do BC, Roberto Campos Neto, que detêm informações privilegiadas, é uma ilegalidade inaceitável. “Homens de bem”.

 

PARAÍSO
Com exceção da oposição de esquerda, que luta para o escândalo Pandora Papers não cair na impunidade, como tem acontecido com tantos outros crimes cometidos por Bolsonaro e auxiliares, não se vê nenhuma atitude de autoridades e instituições encarregadas de fazer cumprir a lei. Enquanto isso, o dinheiro de Guedes e Campos Neto continua no “paraíso”, rendendo em dólar.  

 

RETORNO
Ironia da vida. Após passar mais de cinco anos perseguindo o ex-presidente Lula e condená-lo sem prova em 2018 para facilitar a vitória de Bolsonaro, de quem virou ministro da Justiça, o ex-juiz Sérgio Moro perde disparadamente para o petista no quesito combate à corrupção, como mostra a pesquisa Quaest. O mundo gira, dá muitas voltas. Quem quiser que duvide.