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O caso Epstein, os capitalistas e a guerra mora

Alda Valéria fala sobre caso Epstein, os capitalistas e a guerra mora

O “caso Epstein” é uma das revelações mais emblemáticas do novo século, e põe abaixo o verniz moralizante do capitalismo. Jeffrey Epstein foi um magnata que por duas décadas comandou uma rede internacional de tráfico de pessoas, com crimes sexuais contra crianças e adolescentes, oferecendo seus corpos e suas almas para a nata da alta sociedade. Os documentos revelados pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos, que vieram a público recentemente, citam desde astros do cinema até líderes de governo de vários países, cúmplices da trama ardilosa, que, segundo denúncia de algumas vítimas, envolve até atos de canibalismo com recém-nascidos.

 

 


Preso em 2008, Epstein confessou crimes ligados a menores, fruto de denúncia das mães, e cumpriu pena de 13 meses, em liberdade prisional, fruto de um controverso acordo judicial. Em 2018 várias mulheres começaram a se organizar e pressionaram pela reabertura do caso, elas eram “as meninas” que haviam sido estupradas e suas famílias ameaçadas de morte. Em 2019, Epstein foi novamente preso sob acusações federais, um mês depois é encontrado desacordado em sua cela com marcas no pescoço. Levado para um hospital, não resistiu. Segundo a perícia técnica, a causa mortis foi atestada como suicídio. Sua ex-mulher e parceira nos aliciamentos de menores, a socialite Ghislaine Maxwell, está presa e aguarda julgamento.

 


Um conto de fadas macabro foi desvendado após a Câmara dos Representes dos Estados Unidos aprovar a Lei de Transparência dos Arquivos Epstein. O que veio à tona abalou o mundo! Os documentos, e-mails, fotos, vídeos, registros de voo, revelam, segundo a ONU, uma “organização criminosa global”, alicerçada pelo poder político e econômico.

 


Nesse rastro de sangue, morte e tortura, alguns nomes influentes já rodaram: o príncipe Andrew da Inglaterra, foi criminalmente processado, preso e perdeu os privilégios da monarquia, acusado de fornecer dados comercias para o magnata (além de aparecer em fotos comprometedoras). O Embaixador britânico Peter Mandelson, também foi um dos detidos. A lista é imensa, envolve desde presidentes de empresas, ministros, chefes de estado, magnatas
bem sucedidos, todos com vínculos sociais com o criminoso, em sua maioria pedem “desculpas”, mas estão sofrendo as consequências, com renuncias de cargos e fechamento de empresas. As mais de 1000 vítimas pedem justiça e que nomes que ainda estão protegidos sejam revelados. Se desejar aprofundar o tema, já existem 5 documentários disponíveis sobre o caso. Nessa enxurrada de documentos (mais de 3 milhões), uma coisa chama a nossa atenção, a citação das eleições presidenciais de 2018 em emails trocados entre Epstein e Elon Musk.

 

 

Segundo alguns cientistas políticos, revela que houve interesse e estratégias de interferir nos resultados das eleições presidenciais no Brasil, levando ao poder a extrema-direita. E antes de terminar este artigo, nos deparamos com um ataque dos Estados Unidos a um país do Oriente Médio, porém, tudo que eu sei sobre esta guerra contra o Irã, é que o ditador Donald Trump está envolvido nos crimes sexuais do caso Epstein. Uma bomba!