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Feminicídio no Brasil

Os dados mostram que o problema é alarmante. O Brasil está entre os países com maior número de feminicídios no mundo, e a maioria dos casos ocorre dentro de casa, tendo como autor companheiros ou ex-companheiros. Isso revela que o perigo muitas vezes está no ambiente que deveria ser de proteção. Além disso, fatores como desigualdade de gênero, cultura machista e impunidade contribuem para a continuidade desse tipo de violência.

O feminicídio no Brasil é uma das formas mais graves de violência de gênero, caracterizado pelo assassinato de mulheres em razão de sua condição de gênero. Esse tipo de crime geralmente está ligado a contextos de violência doméstica, relações abusivas, ciúmes, controle ou sentimento de posse por parte do agressor.


No país, o feminicídio passou a ser reconhecido legalmente como crime hediondo com a criação da Lei do Feminicídio, que alterou o Código Penal. A lei define o feminicídio como circunstância qualificadora do homicídio, aumentando a pena quando o crime envolve violência doméstica e familiar ou menosprezo/discriminação à condição de mulher.


Os dados mostram que o problema é alarmante. O Brasil está entre os países com maior número de feminicídios no mundo, e a maioria dos casos ocorre dentro de casa, tendo como autor companheiros ou ex-companheiros. Isso revela que o perigo muitas vezes está no ambiente que deveria ser de proteção. Além disso, fatores como desigualdade de gênero, cultura machista e impunidade contribuem para a continuidade desse tipo de violência.


Para combater o feminicídio, o país também conta com a Lei Maria da Penha, que estabelece medidas de proteção para mulheres vítimas de violência doméstica, como afastamento do agressor, atendimento especializado e criação de redes de apoio. Mesmo assim, ainda há desafios na aplicação efetiva dessas leis, especialmente em regiões com menos estrutura de atendimento.


A prevenção passa por educação, políticas públicas eficazes e mudança cultural. É fundamental incentivar denúncias, fortalecer delegacias especializadas e ampliar o acesso a serviços de proteção. O enfrentamento ao feminicídio não depende apenas do sistema de justiça, mas de toda a sociedade, que precisa reconhecer e combater as raízes da violência contra a mulher.


*Graça Gomes é diretora do Sindicato dos Bancários da Bahia