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O olhar dos sindicatos sobre segmento 60+ está mudando

No artigo Patrícia Ramos fala sobre segmento 60+

A 28ª Conferência Nacional da Categoria Bancária, realizada nos dias 20 e 21 de junho, foi mais um momento importante de preparação para a campanha salarial 2026.

 

A organização nacional da categoria segue sendo o destaque que diferencia os bancários de outros segmentos de trabalhadores, na medida em que fortalece a unidade na defesa da convenção coletiva de trabalho (CCT), que abrange todo território brasileiro.

 

Permanecendo válida e renovável, mesmo após a reforma trabalhista, a CCT que é negociada durante a campanha salarial continua exigindo de bancárias e bancários uma mobilização cada vez mais rápida e organizada, para manter direitos – caso as negociações não cheguem a um acordo aceitável antes da nossa data-base -, e para obter avanços.

 

Entre os avanços discutidos, tivemos aprovado nesta conferência a Moção de Defesa da Dignidade, da Saúde e pela Valorização das Trabalhadoras e Trabalhadores Aposentados/as e Pessoas Idosas do setor bancário, que é uma importante ação para discussão e inclusão de reivindicações para esse segmento da categoria “combinando justiça social e visão de futuro, ao reconhecer que a aposentadoria hoje impacta a segurança do amanhã” (*).

 

A aprovação marca o fortalecimento de “um sindicalismo comprometido com todo o ciclo da vida laboral e será fundamental para enfrentar os desafios atuais e construir futuras relações de trabalho mais equilibradas, solidárias e sustentáveis” (*).

 

A moção reivindica incluir na minuta de reivindicações uma cláusula de combate ao etarismo, outra de manutenção dos vales Alimentação (VA) e Refeição (VR) na aposentadoria, além de uma cláusula de manutenção e subsídio dos planos de saúde para os bancários e bancárias aposentados/as.

 

É muito importante, agora, ampliarmos as discussões sobre essa parcela da categoria, estimulando outros sindicatos a organizarem essa frente. Também aprofundar as pesquisas sobre os temas para embasar melhor o coletivo nacional, subsidiando o Comando Nacional, para na próxima campanha levar com força o tema para a mesa de negociação com os patrões.

 

Essa é a mesma estratégia já vitoriosa, utilizada no passado para incluir na pauta as questões de gênero, fortalecendo, em especial, a luta das mulheres.

(*) Os textos entre aspas fazem parte da moção aprovada na Conferência.

 

*Patrícia Ramos é funcionária do Santander e diretora do Departamento de AposentAção do SBBA.