Farmácia Popular do Brasil pode ser interrompida 

Se nada for feito pelo governo, cerca de 20 milhões de brasileiros deixarão de usufruir dos benefícios do Farmácia Popular do Brasil. O programa, criado em 2004, e que oferece remédios gratuitos ou com desconto, precisa da liberação de recursos, em meio à indefinição sobre o Orçamento deste ano, que ainda não foi votado pelo congresso Nacional. 


Os riscos de paralisação do funcionamento do Farmácia Popular, além das academias da Saúde, que implantam em espaços públicos infraestrutura, equipamentos e profissionais qualificados, são sérios. De acordo com o Ministério da Saúde, o limite mensal para movimentação e empenho foi estabelecido em R$ 12.551.403, mas, segundo a pasta, o valor inviabiliza o pagamento de despesas discricionárias regulares. 

 


Em parceria com drogarias comerciais e farmácias particulares, o programa funciona hoje na modalidade “Aqui tem Farmácia Popular”. Estão disponíveis gratuitamente medicamentos voltados ao tratamento de hipertensão, diabetes e asma. A população ainda tem desconto de até 90% em remédios contra doenças como glaucoma, rinite, dislipidemia e de Parkinson, além de os preços especiais alcançarem anticoncepcionais e fraldas geriátricas.