Desigualdade social aumenta na pandemia

O boletim Desigualdade nas Metrópoles revela ainda que a diferença entre pobres e ricos aumentou. Antes da pandemia, os 10% mais ricos ganhavam, em média, 29,6 vezes mais do que os 40% mais pobres. A diferença agora subiu para 42,3 vezes.


Os dados são referentes ao índice Gini, que vai de zero a um. Quanto mais próximo de zero menor é a desigualdade. Mas não é isto que se vê no Brasil do governo de Jair Bolsonaro. Na média móvel, o Coeficiente Gini subiu de 0,608 para 0,637,  a maior marca da série histórica.


No recorte por cidade, a região metropolitana de João Pessoa (PB) é a mais desigual. O Coeficiente de Gini é de 0,729. Em seguida, aparecem Recife (PE) e Rio de Janeiro (RJ), com a mesma marca: 0,687. Para os pesquisadores o elevado nível de informalidade nessas cidades ajuda a entender a disparidade nos ganhos com o trabalho.


De acordo com o estudo, o quadro pode melhorar se a vacinação contra a Covid-19 tiver impulso nos próximos meses e o país retomar a atividade econômica de forma segura.