Quando o poder dita destinos humanos

No Brasil, o genocídio foi reconhecido como crime a partir da Lei no. 2.889 de 1956. O caso mais famoso, em termos de repercussão internacional, de um genocídio julgado no país diz respeito ao chamado “massacre de Haximu”, perpetuado por garimpeiros contra a população indígena Yanomami. Este ano, o massacre completou 30 anos. 

No cenário devastador da história da humanidade, o Dia Internacional da Dignidade das Vítimas de Genocídio, 9 de dezembro, serve como solene lembrete das tragédias que moldaram a existência com brutalidade em nome do poder e da ganância.


No Brasil, o genocídio foi reconhecido como crime a partir da Lei no. 2.889 de 1956. O caso mais famoso, em termos de repercussão internacional, de um genocídio julgado no país diz respeito ao chamado “massacre de Haximu”, perpetuado por garimpeiros contra a população indígena Yanomami. Este ano, o massacre completou 30 anos. 


Outro trágico episódio da história brasileira relacionado ao tratamento desumano em instituições psiquiátricas, especialmente no Hospital Colônia de Barbacena, em Minas Gerais, conhecido como o Holoucasto Brasileiro, durante parte do século XX, que mantinham pessoas em condições deploráveis, que violavam os direitos humanos, mantando cerca de 60 mil pessoas.


Pelo mundo


O reinado tirânico de Leopold II no Congo Belga deixou cicatrizes incuráveis. A exploração desumana de recursos naturais resultou em um holocausto, onde milhões de africanos perderam suas vidas para sustentar a ganância imperialista. Uma afronta à dignidade humana que clama por justiça e remorso global.


As intervenções dos EUA no Vietnã e no Iraque, tiveram consequências colaterais desastrosas. Milhões de vidas ceifadas e comunidades despedaçadas.


O Holocausto, orquestrado pelo regime nazista, permanece como um testemunho atroz da perseguição sistemática. A memória preservada dessas atrocidades é a defesa contra a repetição, um alerta vívido para a humanidade sobre os perigos da intolerância e do ódio desenfreado.


O embate persistente de Israel dentro da Palestina é mais uma catástrofe humanitária pela expansão do capital e do império a base da força desproporcional. Deslocamentos em massa e a luta pela autodeterminação na pura força das armas contra pedras exigem uma solução pacífica urgente.