Mais de 90% dos negros relatam racismo em lojas no Brasil
Não importa em que classe o preto esteja inserido, nesses espaços são seguidos como se a cor determinasse o caráter, ainda que 56,7% da população brasileira se autodeclarem preta ou parda.
Por Itana Oliveira
Frequentemente desponta uma nova polêmica relacionada a acusação de racismo em grandes lojas, seja de departamento, estética ou até mesmo supermercados. Os dados apontam exatamente isto: 91% dos consumidores negros da classe A e B relatam sofrer preconceito racial em pontos de venda. A pesquisa foi realizada pela L’Oréal Luxo, em parceria com o movimento Mover e a rede Black Sisters in Law.
Não importa em que classe o preto esteja inserido, nesses espaços são seguidos como se a cor determinasse o caráter, ainda que 56,7% da população brasileira se autodeclarem preta ou parda. Ou seja, a maioria dos nativos sofre discriminação em sua terra natal.
Em contrapartida, as aparências são mantidas, ou quase isso. Publicidades de roupas, sapatos, maquiagens, todas incluem o negro como forma de simular representatividade porque é rentável para a marca. A realidade, no entanto, é oposta, a diversidade ainda é tratada como estratégia comercial, não como forma de modificar a estrutura racista alimentada há séculos no último país americano a abolir a escravidão.
