Emprego, motor do crescimento
Nos sete primeiros meses deste ano, o país acumulou mais de 1,34 milhão de novos empregos.
Por Ana Beatriz Leal
A democracia social prova que a redução das desigualdades sociais, a melhor distribuição de renda e a promoção de bem-estar da população passa também pela geração de emprego. O Brasil criou 129.775 vagas com carteira assinada em julho, de acordo com o novo Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados), divulgado nesta quarta-feira (27/08) pelo MTE (Ministério do Trabalho e Emprego).
Nos sete primeiros meses deste ano, o país acumulou mais de 1,34 milhão de novos empregos. Indiscutivelmente, o mercado de trabalho tem uma nova cara. Muito diferente da realidade do governo Bolsonaro. A taxa de desemprego chegou a estarrecedores 14,7%.
Se observado somente o mês de julho, entre as 25 unidades da federação que tiveram crescimento no emprego formal, os maiores saldos foram registrados em São Paulo, com mais 42.789 postos, Mato Grosso (+9.540) e Bahia (+9.436).
O saldo foi mais favorável para os homens (+72.974) do que para as mulheres (+56.801). A criação de vagas foi expressiva entre os jovens. Trabalhadores de 18 a 24 anos responderam por 94.965 vínculos, no caso dos adolescentes de até 17 anos, foram 26.374 postos gerados.
Em tempos de ofensiva do setor empresarial para legalizar a pejotização, ter a carteira assinada vai além de realizar um sonho, é ter a garantia de direitos.