Itaú sacrifica população por lucro
Mesmo sendo o maior banco privado da América Latina, o Itaú ignora qualquer compromisso social ao impor filas desumanas aos clientes e adoecimento aos funcionários. A estratégia é clara: reduzir custos, precarizar o atendimento e aumentar a rentabilidade dos acionistas às custas da população trabalhadora.
Por Julia Portela
O Sindicato dos Bancários, conjuntamente com a Federação da Bahia e Sergipe, esteve hoje pela manhã na agência do Itaú na Calçada após flagrante de conduta abusiva contra consumidores e trabalhadores. Usuários enfrentam filas extensas para sacar benefícios e salários, enquanto bancários convivem com sobrecarga diária e condições cada vez mais precárias de trabalho.
A situação não é consequência do acaso nem do crescimento populacional da região. É resultado direto da política de fechamento de agências e do desmonte do atendimento presencial promovido pelo Itaú para ampliar lucros. A unidade da Calçada passou a absorver a demanda de outras 13 agências fechadas em Salvador, concentrando cerca de 63 mil correntistas em um único espaço.
Mesmo sendo o maior banco privado da América Latina, o Itaú ignora qualquer compromisso social ao impor filas desumanas aos clientes e adoecimento aos funcionários. A estratégia é clara: reduzir custos, precarizar o atendimento e aumentar a rentabilidade dos acionistas às custas da população trabalhadora.
Diante deste cenário, medidas urgentes precisam ser adotadas. O Sindicato dos Bancários da Bahia seguirá cobrando respeito, reabertura de agências, contratação de bancários e condições dignas de atendimento à população e de trabalho para a categoria.
