Brasil vive virada social

Em apenas dois anos, o Brasil protagonizou uma virada social de grandes proporções. No período, 17,4 milhões de pessoas deixaram a pobreza e ascenderam às classes A, B e C, um contingente equivalente à população inteira de um país sul-americano. É como se uma nação tivesse mudado de patamar, e mudou. Graças aos esforços da democracia social.

Por Ana Beatriz Leal

Em apenas dois anos, o Brasil protagonizou uma virada social de grandes proporções. No período, 17,4 milhões de pessoas deixaram a pobreza e ascenderam às classes A, B e C, um contingente equivalente à população inteira de um país sul-americano. É como se uma nação tivesse mudado de patamar, e mudou. Graças aos esforços da democracia social.
 

Por trás desta mudança está um fator importante: a renda do trabalho. O emprego formal voltou a ser porta de entrada para a dignidade, a estabilidade e os planos de futuro. Milhões de famílias que antes viviam no limite agora conseguem pagar as contas, planejar o mês seguinte e sonhar um pouco mais alto.
 

Em 2024, o país alcançou o maior patamar já registrado de presença das classes médias e de maior renda desde o início da série histórica, em 1976. As classes A, B e C passaram a reunir 78,18% da população. 
 

A classe C respondeu pela maior parcela, abrangendo 60,97% dos brasileiros, enquanto as classes A e B, somadas, representaram 17,21%, confirmando uma nova configuração da estrutura social brasileira.
 

A chamada classe média alcançou um patamar histórico. Hoje, seis em cada 10 brasileiros fazem parte dela, com renda suficiente para cobrir necessidades essenciais e manter algum poder de consumo. 
 

Ao mesmo tempo, o estudo mostra que as classes D e E atingiram os menores níveis já registrados. Em 2024, a classe D representou 15,05% da população, enquanto a classe E caiu para 6,77%.
 

Os dados são de estudo da FGV (Fundação Getulio Vargas), elaborado a partir da PNADC (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua), e mostram os resultados de um governo comprometido com o povo. Uma democracia não se limita ao voto, mas se expressa no prato cheio, na carteira assinada, no aluguel pago em dia e na chance real de melhorar de vida.