Fica Gamboa: financiamento coletivo para salvar teatro histórico
O Teatro existe desde 1974 e é referência para a cena artística nacional ao longo de mais de cinco décadas. Hoje o espaço é mantido por uma associação formada por artistas, produtores e técnicos culturais que acolhem, programam e garantem que o teatro siga como território de resistência cultural.
Por Caio Ribeiro
Há seis meses, o Teatro Gamboa enfrenta um processo decisivo para o futuro de sua história. O imóvel onde funciona o teatro foi colocado à venda pelos proprietários, que concederam direito de preferência à associação responsável pela gestão do espaço há mais de 10 anos.
Sem o aporte financeiro necessário para a compra, artistas, produtores e trabalhadores da cultura lançaram a campanha “Fica Gamboa”, um financiamento coletivo que busca arrecadar R$ 500 mil, sendo 300 mil destinados à compra do prédio e R$ 200 mil para a reforma do espaço, garantindo a continuidade das atividades culturais no Centro de Salvador.
A campanha acontece pela plataforma e conta com o apoio de diversos artistas que reconhecem a importância histórica e simbólica do teatro. Nomes como Gilberto Gil e Tiganá Santana participaram das mobilizações, além do apoio fundamental da TVE na divulgação da iniciativa.
O Teatro existe desde 1974 e é referência para a cena artística nacional ao longo de mais de cinco décadas. Hoje o espaço é mantido por uma associação formada por artistas, produtores e técnicos culturais que acolhem, programam e garantem que o teatro siga como território de resistência cultural. Apesar de toda a sensibilização já realizada e do amplo reconhecimento da relevância do Gamboa para a cidade e para a cultura baiana, após seis meses de campanha apenas cerca de 5% do valor total foram arrecadados.
Neste momento, os organizadores destacam ser fundamental transformar o reconhecimento em ação concreta. O chamado é direto à sociedade baiana, para que cada pessoa contribua, se possível, com pelo menos R$ 10,00. Um valor acessível, mas que, somado, pode garantir a permanência de um espaço cultural histórico que segue em luta para existir.
