Trabalhar melhor, não mais
A dinâmica aparece no dia a dia, com jornadas longas, ritmo acelerado, salários pressionados. No curto prazo, isso até mantém resultados.
Por Redação
O debate sobre produtividade no Brasil costuma focar em quem trabalha. Mas um ponto essencial quase não aparece. Investimento real das empresas em tecnologia, gestão e qualificação profissional.
Dados do Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) mostram que a proporção de pessoas trabalhando entre 49 e 60 horas semanais passou de 21,8% em 2012 para 27,3% em 2022. Ou seja, em vez de produzir melhor com inovação e capacitação, muita gente trabalha mais horas para compensar a falta de modernização.
A dinâmica aparece no dia a dia, com jornadas longas, ritmo acelerado, salários pressionados. No curto prazo, isso até mantém resultados. Mas, em longo, reduz competitividade, inovação e qualidade de vida. Não à toa o número de pessoas com problemas de cunho psicológico disparou nos últimos anos.
Especialistas em produtividade apontam que ganhos sustentáveis vêm de três frentes principais: tecnologia e automação, formação contínua das equipes e melhoria na organização do trabalho. Países que apostaram nisso conseguiram crescer com mais eficiência e menos desgaste humano.
