A revolução é feminina
O direito ao voto feminino celebra nesta terça-feira (24/02), 94 anos. Um marco histórico que também garantiu às mulheres a disputa à cargos eletivos, ampliando a participação na política e fortalecendo a democracia brasileira.
Por Tailane Adan
O direito ao voto feminino celebra nesta terça-feira (24/02), 94 anos. Um marco histórico que também garantiu às mulheres a disputa à cargos eletivos, ampliando a participação na política e fortalecendo a democracia brasileira.
No entanto, a representação feminina na política brasileira ainda avança a passos lentos. O país ocupa a nada agradável 133ª posição no ranking global de mulheres no Parlamento, embora elas representem 52% da população. Os dados são da ONU Mulheres (Organização Mundial da Saúde) e da UIP (União Interparlamentar).
Quase 100 anos depois do direito ao voto, o crescimento de discursos e práticas de caráter fascistas acendem um alerta, pois tendem a reforçar estereótipos conservadores, restringir direitos e impactar diretamente os avanços conquistados pelas mulheres na democracia.
Bertha Lutz, ativista feminina da década de 1930 e pioneira do movimento feminista, deixou em seu legado a marcante frase: “Recusar à mulher a igualdade de direitos em virtude do sexo é negar Justiça à metade da população”.
