Banana para o Santander na agência Calçada
O Santander registrou quase R$ 16 bilhões de lucro líquido ano passado, mas continua avançando contra os direitos de trabalhadores e clientes. O acesso ao banco físico vem sendo desmontado, gradualmente. Poucos anos atrás o banco espanhol mantinha 33 agências na capital baiana e com o fechamento da unidade da Calçada só restarão apenas 10.
Por Julia Portela
O fechamento da agência Calçada, marcado para o dia 23 deste mês, provocou mobilização do Sindicato dos Bancários da Bahia, que esteve no local na manhã desta quinta-feira (05/03), para denunciar a lógica dos banqueiros de encerrar unidades plenamente operantes e lucrativas, deixando a população desassistida, especialmente da Cidade Baixa.
Durante o ato, diretores do Sindicato distribuíram bananas para bancários e clientes, como forma de protesto e denúncia do tratamento que o Santander vem dando à sociedade. A medida expõe a política de redução do atendimento presencial, enquanto a demanda da população segue desprezada, sobretudo entre quem depende do atendimento presencial.
O Santander registrou quase R$ 16 bilhões de lucro líquido ano passado, mas continua avançando contra os direitos de trabalhadores e clientes. O acesso ao banco físico vem sendo desmontado, gradualmente. Poucos anos atrás o banco espanhol mantinha 33 agências na capital baiana e com o fechamento da unidade da Calçada só restarão apenas 10. A estratégia evidencia a prioridade do lucro acima da responsabilidade social e do compromisso com a população que sustenta os resultados bilionários da instituição.
Presente na manifestação, o diretor de comunicação do sindicato, Adelmo Andrade, repudiou o fechamento e destacou que mais de 60% dos clientes da agência são idosos, público que depende do atendimento humano para resolver demandas bancárias. O sindicato segue aberto para ouvir bancários e clientes e cobra a ampliação da rede de atendimento, enquanto os bancos caminham no sentido oposto, aprofundando a exclusão financeira e social.
