Reciclagem no Brasil pode dobrar
A meta é elevar a taxa de recuperação de resíduos sólidos urbanos de apenas 1,82% atualmente para 34,5% até 2035, dentro do Programa Cidades Verdes Resilientes, coordenado pelo Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima.
Por Caio Ribeiro
Um plano do governo federal prevê ampliar de forma significativa a reciclagem no Brasil nas próximas décadas. A meta é elevar a taxa de recuperação de resíduos sólidos urbanos de apenas 1,82% atualmente para 34,5% até 2035, dentro do Programa Cidades Verdes Resilientes, coordenado pelo Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima. O objetivo é promover mudanças estruturais na gestão de resíduos nas cidades brasileiras e reduzir o impacto ambiental do lixo.
Hoje, segundo dados do Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento, o país recicla uma parcela muito pequena do total de resíduos gerados. O índice de 1,82% corresponde à recuperação de cerca de 159 mil toneladas por ano de resíduos orgânicos e 1,17 milhão de toneladas de materiais recicláveis secos, números considerados baixos em comparação aos padrões internacionais.
Para mudar esse cenário, o plano prevê ampliar a coleta seletiva, fortalecer unidades de triagem e compostagem e incentivar políticas de logística reversa. Outro eixo central é a inclusão produtiva de catadoras e catadores de materiais recicláveis, reconhecidos como agentes fundamentais para o funcionamento da cadeia da reciclagem no país.
A ampliação da reciclagem também é vista como estratégica para reduzir a pressão sobre aterros sanitários, diminuir a poluição do solo e da água e cortar emissões de gases de efeito estufa. Além disto, a reutilização de materiais contribui para preservar recursos naturais ao reduzir a necessidade de extração de novas matérias-primas, fortalecendo uma economia mais sustentável nas cidades brasileiras.
