Pressão patronal barra avanço do fim da escala 6x1

A escala 6x1 é apontada por especialistas e movimentos sociais como fator que contribui para o adoecimento físico e mental, além de limitar a convivência familiar e o acesso ao lazer e à formação. O fim do modelo é aprovado por 71% dos brasileiros. Ninguém aguenta mais sobreviver trabalhando. 

Por Ana Beatriz Leal

O adiamento da votação na Comissão de Trabalho da Câmara dos Deputados do projeto de lei 67/2025, que propõe o fim da escala de trabalho 6×1 e estabelece como limite a jornada em escala 5×2 sem redução salarial, é uma mostra da forte resistência de setores empresariais e de parlamentares alinhados ao patronato a uma demanda popular. 
 

A matéria, de autoria da deputada Daiana Santos (PCdoB-RS), não foi apreciada nesta quarta-feira (18/03) porque foi aprovado um requerimento de retirada de pauta apresentado pelo deputado Zé Adriano (PP-AC), que também preside a Fieac (Federação das Indústrias do Acre). Só por aí dá para prever que não foi mera coincidência. 
 

A manobra adiou a análise do projeto para a próxima quarta-feira (25/03), mantendo em suspenso uma proposta considerada por entidades de trabalhadores como essencial para melhorar a qualidade de vida da população. 
 

A escala 6x1 é apontada por especialistas e movimentos sociais como fator que contribui para o adoecimento físico e mental, além de limitar a convivência familiar e o acesso ao lazer e à formação. O fim do modelo é aprovado por 71% dos brasileiros. Ninguém aguenta mais sobreviver trabalhando.