Governo recebe reinvindicações sindicais

Diante deste cenário, foi reforçada a centralidade da organização sindical e da mobilização popular para enfrentar a correlação de forças no Congresso Nacional, espaço decisivo para a garantia ou retirada de direitos.

Por Julia Portela

A pressão organizada da classe trabalhadora voltou a ocupar o centro do debate político nacional. Nesta quarta-feira (15/04), centrais sindicais entregaram ao presidente Lula um documento com 68 reivindicações, fruto da mobilização coletiva em defesa de direitos, empregos e melhores condições de vida.

 

Durante a atividade, Lula resgatou os impactos da reforma trabalhista de 2017, implementada no governo Michel Temer, apontando a ampliação da terceirização e a fragilização das garantias históricas da classe trabalhadora. Também destacou os prejuízos à Previdência Social, com dificuldades crescentes para aposentadoria digna. Na sequência, foram lembrados os retrocessos do governo Jair Bolsonaro, como a extinção dos ministérios do Trabalho e da Previdência e propostas de alterações profundas na CLT que ampliariam ainda mais a exploração, incluindo a liberação irrestrita do trabalho aos domingos.

 

Diante deste cenário, foi reforçada a centralidade da organização sindical e da mobilização popular para enfrentar a correlação de forças no Congresso Nacional, espaço decisivo para a garantia ou retirada de direitos. As centrais sindicais são apontadas como protagonistas na resistência aos retrocessos e na construção de avanços concretos, sendo fundamental a manutenção da vigilância permanente contra novos ataques à classe trabalhadora.

 

A entrega da pauta ocorre logo após o envio ao Congresso do projeto de lei que propõe o fim da escala 6x1, além da assinatura de medida que busca garantir o direito à negociação coletiva para servidores públicos. As iniciativas dialogam diretamente com as reivindicações apresentadas e evidenciam a pressão do movimento sindical por mudanças estruturais que assegurem dignidade, valorização do trabalho e justiça social.