Mamata para deputados, 6x1 para o povo

O texto apresentado na Câmara adia para 2036 o fim da escala 6x1 no Brasil e foi assinado por 171 parlamentares, nove da Bahia.

Por Julia Portela

A articulação feita na surdina por deputados da extrema-direita na Câmara dos Deputados escancara, mais uma vez, o compromisso com os interesses das elites e o desprezo pelos direitos do povo brasileiro. Enquanto mantêm supersalários, escala 3x4, férias de quase 200 dias, parlamentares atuam para impedir avanços históricos para quem produz a riqueza do país. O comportamento lembra a lógica dos senhores de engenho dos anos 1500: defender privilégios às custas da exploração e da desumanização do povo.

 

O texto apresentado na Câmara adia para 2036 o fim da escala 6x1 no Brasil e foi assinado por 171 parlamentares, nove da Bahia. A proposta permite que setores classificados como “essenciais” mantenham jornadas de até 44 horas semanais até a regulamentação por meio de uma lei complementar.

 

Embora fixe limite de 40 horas semanais e oito horas diárias, o texto abre brechas para manter a exploração da mão de obra em atividades consideradas estratégicas.

 

Na Bahia, assinaram a proposta os deputados Capitão Alden (PL), Arthur Oliveira Maia (União Brasil), José Rocha (União Brasil), Roberta Roma (PL), João Carlos Bacelar (PL), Diego Coronel (Republicanos), Paulo Azi (União Brasil), Rogéria Santos (Republicanos) e Claudio Cajado (PP). Em ano eleitoral, é fundamental que a população esteja atenta e não entregue seu voto aos ladrões dos direitos do povo.