Boicote da extrema direita não barra o fim da 6x1

Pela proposta, as mudanças começam já em 2026, com obrigatoriedade de duas folgas semanais e limite inicial de 42 horas de trabalho.

A escala 6x1 é um dos retratos mais perversos de uma lógica cruel que coloca o lucro acima da vida e transforma o trabalhador em peça descartável para alimentar os interesses do mercado. Enquanto os bolsonaristas atuam no Congresso para travar qualquer avanço social, a pressão popular voltou com mais intensidade sobre os parlamentares da extrema direita e da direita que se opõem à PEC (Proposta de Emenda à Constituição).

 

Para enfrentar o boicote dos setores ultraliberais, como as bancadas do boi, da bala e da bíblia, o governo Lula fechou na segunda-feira (25/05) acordo com a presidência da Câmara Federal para reduzir a jornada semanal das atuais 44 para 40 horas e avançar no fim da escala 6x1, modelo que obriga milhões de brasileiros a viverem sem descanso, sem convivência familiar e sem qualidade de vida. Pela proposta, as mudanças começam já em 2026, com obrigatoriedade de duas folgas semanais e limite inicial de 42 horas de trabalho.

 

Em reunião, Lula articulou uma saída política para garantir que a pauta avance apesar da resistência conservadora dentro do Congresso. O acordo prevê que as mudanças passem a valer 60 dias após a promulgação e, após 12 meses, a jornada seja reduzida definitivamente para 40 horas semanais, sem corte salarial.

 

A mobilização popular, dos movimentos sociais, especialmente dos sindicatos de trabalhadores segue sendo decisiva para romper o bloqueio imposto pelos defensores do capital acima da dignidade humana. O debate pelo fim da escala 6x1 continua nas ruas e no Congresso, para pressionar quem insiste em manter o povo preso a jornadas desumanas enquanto uma minoria acumula riqueza.