Preconceito custa caro ao Brasil

A pesquisa mostra que a taxa de desemprego entre pessoas LGBTQIA+ chega a 15,2%, praticamente o dobro da média nacional, além de registrar maior presença em trabalhos informais e situações de vulnerabilidade social. Os dados também revelam que o preconceito segue presente dentro das empresas. Mais de 70% dos entrevistados afirmaram já ter sofrido discriminação no ambiente de trabalho.

Por Caio Ribeiro

Estudo do Banco Mundial aponta que trabalhadores LGBTQIA+ enfrentam mais desemprego, informalidade e discriminação no mercado de trabalho brasileiro do que a população em geral. A pesquisa mostra que a taxa de desemprego entre pessoas LGBTQIA+ chega a 15,2%, praticamente o dobro da média nacional, além de registrar maior presença em trabalhos informais e situações de vulnerabilidade social.

 

Os dados também revelam que o preconceito segue presente dentro das empresas. Mais de 70% dos entrevistados afirmaram já ter sofrido discriminação no ambiente de trabalho, enquanto muitos relatam esconder a própria identidade por medo de assédio, exclusão e perda de oportunidades profissionais. O levantamento destaca ainda que a falta de segurança psicológica faz com que milhares de pessoas desistam de vagas antes mesmo de participar de processos seletivos.

 

Além do impacto social, a exclusão desta população em específico gera prejuízo econômico para o país. Segundo o estudo, a discriminação no mercado de trabalho representa perda anual de R$ 94,4 bilhões, equivalente a 0,8% do PIB brasileiro. O relatório reforça que inclusão, diversidade e combate ao preconceito não são apenas pautas de direitos humanos, mas também questões fundamentais para o desenvolvimento econômico e social do Brasil.