Pobreza menstrual tira meninas da escola
Para enfrentar essa realidade, o governo federal ampliou o Programa Dignidade Menstrual, criado no governo Lula, que garante distribuição gratuita de absorventes pelo Farmácia Popular para pessoas em situação de vulnerabilidade social.
Por Caio Ribeiro
As dores menstruais seguem afetando diretamente a vida escolar de milhões de estudantes brasileiras. Pesquisa apresentada pelo Unicef (Fundo das Nações Unidas para a infância) revela que quatro em cada dez alunas já faltaram às aulas por causa de sintomas relacionados à menstruação, como cólicas intensas, dores de cabeça e indisposição.
O levantamento mostra ainda que a falta de acesso a itens de higiene menstrual, informação e atendimento adequado agrava o problema, especialmente entre meninas em situação de vulnerabilidade social. A dificuldade de lidar com o período menstrual impacta não apenas a frequência escolar, mas também o desempenho e a permanência nas salas de aula.
Para enfrentar essa realidade, o governo federal ampliou o Programa Dignidade Menstrual, criado no governo Lula, que garante distribuição gratuita de absorventes pelo Farmácia Popular para pessoas em situação de vulnerabilidade social. A iniciativa também promove ações educativas sobre saúde menstrual, combate ao preconceito e orientação nas unidades de saúde.
Políticas públicas voltadas à dignidade menstrual são fundamentais para combater a evasão escolar e garantir o direito à educação. Além do acesso aos absorventes, a medida fortalece a saúde, a cidadania e a inclusão de meninas e mulheres em todo o país.


