Itaú, marca bilionária e gestão danosa
Enquanto a marca sobe ao topo do ranking, o emprego bancário despenca. Ano passado, o Itaú lucrou R$ 46,8 bilhões, alta de 13,1% em relação ao ano anterior. Já no primeiro trimestre de 2026, o banco alcançou lucro líquido gerencial de R$ 12,282 bilhões, elevação de 10,4%.
Por Ana Beatriz Leal
O Itaú é a marca mais valiosa do Brasil, estimada em US$ 9,9 bilhões pela Brand Finance. O crescimento foi de 15,2% em apenas um ano. As cores laranjas e azul nunca valeram tanto. Resta saber para quem.
Enquanto a marca sobe ao topo do ranking, o emprego bancário despenca. Ano passado, o Itaú lucrou R$ 46,8 bilhões, alta de 13,1% em relação ao ano anterior. Já no primeiro trimestre de 2026, o banco alcançou lucro líquido gerencial de R$ 12,282 bilhões, elevação de 10,4%.
Os números que impressionam, também contrastam. No final de março deste ano, o Itaú contava com 81.659 funcionários, após eliminar 4.620 postos de trabalho em apenas 12 meses. Somente no primeiro trimestre do ano foram fechadas 1.034 vagas. No mesmo período, desapareceram 360 agências físicas.
A contradição se dá justamente no fato de que o corte de empregos acontece justamente quando o banco continua ampliando a base de clientes. Foram mais 1,678 milhão de correntistas em um ano, totalizando 100,9 milhões de pessoas.
O fenômeno não é exclusividade do Itaú. O ranking da Brand Finance revela o peso cada vez maior do sistema financeiro na economia brasileira. Das 10 marcas mais valiosas do país, cinco são bancos: Itaú, Banco do Brasil, Bradesco, Nubank e Caixa. Juntas, as instituições financeiras dominam o topo da lista.
Entre as 100 marcas mais valiosas do Brasil, 16 pertencem ao setor financeiro, que acumula avaliação total de US$ 90,2 bilhões, alta de 14% em relação ao ano anterior.


