Assembleia Mundial dos povos, por paz e soberania

Na ocasião, abordou os desafios da conjuntura internacional e destacou a importância da cooperação entre os países diante de um cenário marcado por conflitos e disputas geopolíticas.

Por Rose Lima

Representantes de diversos países participam, em Salvador, nesta terça e quarta-feira, da Assembleia Mundial dos Povos, encontro internacional que promove o diálogo, a cooperação e a aproximação entre nações e culturas em um cenário marcado por guerras, disputas geopolíticas e crescentes tensões internacionais.

 

Entre as participantes está a secretária-geral da Assembleia dos Povos do Mundo, Ale na Dolgopolova, organização internacional sem fins lucrativos que atua na construção de pontes entre pessoas, movimentos sociais e lideranças comprometidas com a paz, a solidariedade e a integração entre os povos.

 

Nesta segunda-feira, ela esteve em visita ao Sindicato, onde dialogou com dirigentes e participou do PodBancário. Na ocasião, abordou os desafios da conjuntura internacional e destacou a importância da cooperação entre os países diante de um cenário marcado por conflitos e disputas geopolíticas.

 

O encontro realizado pela CTB acontece em um momento de profundas transformações na ordem mundial. A guerra entre Rússia e Ucrânia, as tensões criadas pelos Estados Unidos, com a guerra contra o Irã, o bloqueio Cuba e o sequestro de Maduro, presidente da Venezuela, estão entre os temas centrais.

 

Os debates incluem ainda o fortalecimento de blocos como os Brics, a situação da América Latina, aos desafios da integração regional e ao papel do Brasil na construção de uma agenda internacional voltada para a cooperação e o desenvolvimento.

 

Para Alena, a construção de um mundo mais justo passa pelo fortalecimento do diálogo e pela defesa da soberania dos povos diante dos interesses econômicos e geopolíticos que frequentemente alimentam conflitos internacionais.

 

A expectativa é que o encontro reforce a defesa de uma ordem internacional baseada na cooperação, no respeito à soberania das nações, no combate ao discurso de ódio e a xenofobia, e na busca de soluções pacíficas para os conflitos que hoje afetam diferentes regiões do planeta.