Saúde mental afasta mais mulheres do trabalho
Entre os fatores estão a sobrecarga decorrente da conciliação entre emprego, cuidados com a família e responsabilidades domésticas, além de situações de assédio, discriminação e maior exposição ao desgaste emocional.
Por Caio Ribeiro
A crescente incidência de transtornos psicológicos entre trabalhadores brasileiros tem atingido de forma mais intensa as mulheres. Dados da Previdência Social mostram que elas responderam por quase dois terços dos benefícios concedidos por afastamento relacionado à saúde mental em 2025, reflexo de um cenário marcado por pressões no ambiente profissional e desigualdades que ainda persistem no mundo do trabalho.
Entre os fatores estão a sobrecarga decorrente da conciliação entre emprego, cuidados com a família e responsabilidades domésticas, além de situações de assédio, discriminação e maior exposição ao desgaste emocional. O resultado é o aumento de quadros de ansiedade, depressão e esgotamento, que comprometem a saúde e a qualidade de vida das trabalhadoras.
O quadro reforça a necessidade de ações voltadas à prevenção do adoecimento mental, com ambientes de trabalho mais saudáveis, respeito aos limites dos trabalhadores e políticas efetivas de acolhimento. Enfrentar este problema exige compromisso das empresas e fortalecimento das medidas de proteção à saúde física e emocional da classe trabalhadora.


