Golpe na educação inclusiva
A Escola Municipal do Curralinho, no bairro do Stiep, prometida desde de 2022 e projetada para atender crianças com TEA (Transtorno do Espectro Autista), teve a obra cancelada após mais de R$ 12,5 milhões em recursos públicos já terem sido destinados ao projeto.
Por Juliana Ambrozi
A decisão do prefeito de Salvador, Bruno Reis, de rescindir contrato com a primeira escola municipal especializada em acompanhamento de crianças deficientes e neurodivergentes, sofreu duras críticas do Secretário do Trabalho, Renda e Esportes, Augusto Vasconcelos.
A Escola Municipal do Curralinho, no bairro do Stiep, prometida desde de 2022 e projetada para atender crianças com TEA (Transtorno do Espectro Autista), teve a obra cancelada após mais de R$ 12,5 milhões em recursos públicos já terem sido destinados ao projeto.
Professor e pai atípico, o secretário Augusto Vasconcelos, que é bancário e presidiu o Sindicato da categoria, manifestou, através das redes sociais, profunda desaprovação pelo cancelamento do contrato e classificou a situação como desrespeito às famílias e exemplo da má gestão dos recursos públicos.
Em nota, o secretário também criticou o cenário da educação municipal, destacando que, enquanto a Prefeitura revoga o contrato da escola especializada e fecha outra unidade de ensino na mesma sesemana, o governo da Bahia segue ampliando investimentos na educação pública.
"A educação precisa ser tratada com seriedade, eficiência e qualidade. Infelizmente, a Prefeitura de Salvador tem virado as costas justamente para as crianças mais pobres, para aquelas que mais precisam do poder público”, denunciou o secretário.


