Na Caixa, fim do teto é emergencial
Além do Saúde Caixa, outros assuntos importantes foram discutidos na primeira negociação, como diversidade, a garantia de direitos a pessoas com deficiência e neurodivergentes, combate ao racismo, igualdade de oportunidades.
Por Rose Lima
Os dados apresentados pela Caixa durante a negociação desta quarta-feira (08/07), escancaram que o modelo de financiamento do Saúde Caixa está no limite. Com despesas de R$ 4,294 bilhões e déficit de R$ 627 milhões em 2025, fica claro que a saúde financeira do plano só será restabelecida quando o banco acabar com o teto de 6,5% da folha de pagamento. O mecanismo estrangula o custeio e compromete a sustentabilidade.
Para completar, a inflação médica cresce muito acima da inflação geral e dos reajustes salariais. E quem paga a conta são os usuários, que atualmente contribuem com 54% do custeio. Somente com a retomada do modelo 70/30 o cenário pode mudar, reforçou a CEE (Comissão Executiva dos Empregados) durante os debates.
O receio é que novos reajustes no Saúde Caixa acabem corroendo parte do ganho real reivindicado pela categoria na campanha salarial. Vale destacar que o plano é uma conquista histórica e não pode ser tratado como uma simples despesa a ser reduzida. Garantir a sustentabilidade exige o compromisso do banco com um modelo de custeio justo, sem transferir aos empregados o peso de uma conta que compromete o acesso à saúde.
Segundo a instituição, a assistência tem 127.401 famílias e 273.291 beneficiários. Os beneficiários com 59 anos ou mais representam 30,72% do total e concentram 52,33% das despesas. Já os beneficiários de 0 a 18 anos representam 21,4% da carteira e respondem por 8,94% dos gastos. Para a CEE, os dados reforçam a importância do pacto intergeracional.
Além do Saúde Caixa, outros assuntos importantes foram discutidos na primeira negociação, como diversidade, a garantia de direitos a pessoas com deficiência e neurodivergentes, combate ao racismo, igualdade de oportunidades. As próximas rodadas estão previstas para os dias 17, 23 e 31 de julho, em São Paulo.


