Brasil sai do negacionismo e amplia cobertura vacinal
A recuperação reflete o fortalecimento das ações do PNI (Programa Nacional de Imunizações), desenvolvidas em parceria com estados e municípios desde 2023. Um pouco antes disto, o Brasil mergulhava em uma onda de negacionismo incentivada pelo então presidente Bolsonaro, que colocou em xeque a ciência e expôs a população.
Por Ana Beatriz Leal
Quando a saúde está entre as prioridades de um governo, a história é outra. Assim como a onda global, o Brasil volta a ter avanço na vacinação infantil. O presidente Lula retomou as políticas de imunização e o país saiu da lista das 20 nações com o maior número de crianças que não receberam a primeira dose da vacina com componente DTP (pentavalente).
De acordo com os dados da OMS (Organização Mundial da Saúde) e do Unicef (Fundo das Nações Unidas para a Infância), o número de crianças classificadas como “zero-dose”, ou seja, que não receberam a primeira aplicação da vacina que protege contra difteria, tétano, coqueluche, hepatite B e infecções causadas pelo Haemophilus influenzae tipo b (Hib), caiu de 360 mil, em 2023, para 50 mil, em 2025.
A recuperação reflete o fortalecimento das ações do PNI (Programa Nacional de Imunizações), desenvolvidas em parceria com estados e municípios desde 2023. Um pouco antes disto, o Brasil mergulhava em uma onda de negacionismo incentivada pelo então presidente Bolsonaro, que colocou em xeque a ciência e expôs a população.
Segundo a OMS e o Unicef, no Brasil a cobertura da primeira dose da vacina DTP atingiu o menor índice em 2021, durante o governo Bolsonaro, à época somente 74% das crianças foram imunizadas. Já em 2025, com Lula, o percentual subiu para 98%. Quando se trata das três doses da vacina, mais crescimento. O patamar saiu de 68% em 2021 para 86% no ano passado.


