Governo responde ao novo tarifaço americano

Além de retaliar contra as tarifas, o Brasil busca reduzir os danos causados ??à economia nacional e à renda dos brasileiros por meio da implementação do plano “Brasil Soberano”, que protege os setores produtivos afetados, preserva empregos e fomenta a diversificação de mercados, ao mesmo tempo em que aproveita os acordos do Mercosul.

Por Juliana Ambrozi

Governo Lula determina aplicação imediata da Lei da Reciprocidade como resposta à imposição de tarifas de 25% contra os produtos brasileiros, posta em prática pelos Estados Unidos. A Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República divulgou, nesta quinta-feira (16/07), documento que reafirma a irregularidade da medida estadunidense por falta de justificativas concretas e anuncia as devolutivas cabíveis.

 

Em nota, a Presidência da República afirmou não reconhecer a legitimidade das investigações dos Estados Unidos sobre supostas práticas comerciais ilegais no Brasil, alegações contestadas pela Chancelaria brasileira, sob inúmeras provas técnicas apresentadas ao longo do último ano.

 

Além disto, o governo também revela que o saldo comercial é mais favorável aos estadunidenses. O mercado brasileiro demonstrou baixa proteção tarifária em relação aos produtos norte-americanos. Só no ano passado, 76% das importações provenientes dos Estados Unidos entraram no Brasil com isenção de tarifas, enquanto a alíquota efetiva média aplicada aos produtos do país norte-americano foi de apenas 3,1%.

 

Além de retaliar contra as tarifas, o Brasil busca reduzir os danos causados ??à economia nacional e à renda dos brasileiros por meio da implementação do plano “Brasil Soberano”, que protege os setores produtivos afetados, preserva empregos e fomenta a diversificação de mercados, ao mesmo tempo em que aproveita os acordos do Mercosul.

 

As medidas garantem proteção e reação proporcionais às barreiras unilaterais impostas por Trump, enquanto, simultaneamente, trata da questão no âmbito do mecanismo de solução de controvérsias da OMC (Organização Mundial do Comércio). A partir da postura adotada, o Brasil demonstra que não aceitará passivamente sanções injustificadas que ofendam a trajetória soberana de desenvolvimento tecnológico, ambiental e regulatório do Brasil.