Dia de Luta mobiliza BNB

Na Bahia, o movimento reuniu trabalhadores em diversas agências de Salvador e do interior do Estado, somando-se às manifestações realizadas em todo o Brasil. Vestidos de preto e com faixas em defesa da PLR e do PCR, os bancários demonstraram indignação com a postura da direção do banco nas negociações.

Por Rose Lima

Os funcionários do BNB mandaram um forte recado à direção do banco durante o Dia Nacional de Luta, nesta quinta-feira (23/07). Não aceitam a retirada de direitos conquistados nem o adiamento da valorização da carreira. Com forte adesão em todo o país, a mobilização reforçou a unidade em defesa da manutenção da PLR (Participação nos Lucros e Resultados) e de avanços no PCR (Plano de Cargos e Remuneração).

 

Na Bahia, o movimento reuniu trabalhadores em diversas agências de Salvador e do interior do Estado, somando-se às manifestações realizadas em todo o Brasil. Vestidos de preto e com faixas em defesa da PLR e do PCR, os bancários demonstraram indignação com a postura da direção do banco nas negociações.

 

Para o presidente do Sindicato dos Bancários da Bahia, Elder Perez, a ampla participação mostra que a categoria não está disposta a abrir mão de direitos. “O que o BNB apresenta hoje do ponto de vista da negociação é um retrocesso. Zerar as conversas sobre a PLR é dar um passo para trás. Nós não vamos admitir”, afirmou.

 

A preocupação dos funcionários é justificada. Em 2024, após anos de reivindicação, os empregados conquistaram a ampliação do limite da distribuição da PLR, que passou de 25% para até 48% dos dividendos e dos JCP (Juros sobre Capital Próprio) destinados aos acionistas.

 

O resultado foi a distribuição de R$ 247,75 milhões entre 6.421 funcionários, com valor médio de R$ 37.130,11 por empregado. Agora, a intenção do banco é reabrir a discussão sobre o modelo, uma ameaça a uma conquista histórica.

 

Além da PLR, a categoria cobra avanços concretos no PCR. A reivindicação é pela correção das distorções salariais acumuladas ao longo dos anos. A diretora do Sindicato Jeane Marques reforça que “valorizar a carreira é reconhecer quem constrói diariamente os resultados da instituição”.

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