Sindicato bota o bloco na rua

O Sindicato dos Bancários da Bahia colocou o bloco na rua, literalmente, nesta terça-feira (28/07), durante o Dia Nacional de Luta em Defesa da CCT (Convenção Coletiva de Trabalho), da mesa única de negociação e de melhores condições de trabalho. Com um mini trio elétrico, diretores percorreram o Centro de Salvador denunciando à população os impactos do processo de reestruturação promovido pelos bancos.

Por Caio Ribeiro

O Sindicato dos Bancários da Bahia colocou o bloco na rua, literalmente, nesta terça-feira (28/07), durante o Dia Nacional de Luta em Defesa da CCT (Convenção Coletiva de Trabalho), da mesa única de negociação e de melhores condições de trabalho. Com um mini trio elétrico, diretores percorreram o Centro de Salvador denunciando à população os impactos do processo de reestruturação promovido pelos bancos.

 

Funcionários das agências do Bradesco, BB, Caixa, Itaú e Santander nos bairros do Comércio e da avenida Sete de Setembro puderam acompanhar de perto a atividade. Ao longo da mobilização, os dirigentes se revezaram ao microfone para alertar como o fechamento de agências, a redução dos postos de trabalho e o enxugamento da rede de atendimento não atingem apenas os bancários.

 

As medidas enfraquecem a economia local, prejudicam o comércio das regiões que perdem unidades bancárias e ampliam a exclusão financeira de milhões de brasileiros que dependem do atendimento presencial. O ato também reforçou a unidade da categoria diante das ameaças dos bancos à CCT e à mesa única de negociação.

 

O presidente do Sindicato da Bahia, Elder Perez, denuncia que quando um banco fecha uma agência ou reduz o atendimento para aumentar os lucros, todos perdem, desde o pequeno comerciante até a comunidade e, que ficam sem acesso aos serviços. “A sociedade também é vítima do sistema financeiro que, mesmo após registrar R$ 124 bilhões de lucro em 2025, retira direitos, elimina empregos e precariza o atendimento”.

 

Além das pautas específicas, o ato manifestou apoio à luta pelo fim da escala 6x1 e pela redução da jornada de trabalho, destacando que a valorização dos trabalhadores e a qualidade do atendimento à população caminham lado a lado.