Julho das Pretas termina com legado de resistência
Mais do que marcar uma data no calendário, o Julho das Pretas encerra o mês deixando como legado o compromisso de manter viva a agenda antirracista ao longo de todo o ano.
Por Caio Ribeiro
Com a celebração do Dia Internacional da Mulher Negra Latino-Americana e Caribenha e do Dia Nacional de Tereza de Benguela e da Mulher Negra, em 25 de julho, o mês chega ao fim reforçando um sentimento de mobilização e continuidade na luta por reparação histórica, justiça social e maior representatividade das mulheres negras na sociedade brasileira.
Ao longo do Julho das Pretas, movimentos sociais, organizações e coletivos promoveram debates, atos públicos e atividades culturais em diferentes regiões do país. São Paulo, Rio de Janeiro, Salvador, Belo Horizonte e Recife receberam atos e eventos que reuniram milhares de participantes. As atividades destacaram a importância do enfrentamento ao racismo, da valorização do protagonismo das mulheres negras e da defesa de políticas públicas voltadas à equidade de direitos.
O dia 25 também evidenciou a necessidade de ampliar a presença de mulheres negras nos espaços de decisão e fortalecer ações de reparação diante das desigualdades históricas. Isso reafirma que o combate ao racismo estrutural passa pelo reconhecimento das contribuições dessas mulheres para a construção do país e pela garantia de oportunidades em todas as áreas.
Mais do que marcar uma data no calendário, o Julho das Pretas encerra o mês deixando como legado o compromisso de manter viva a agenda antirracista ao longo de todo o ano. A mobilização reforça que a busca por igualdade, respeito e representatividade continua sendo uma pauta permanente para a construção de uma sociedade mais justa e democrática.


